quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A DOCE VIDA....

Um dos meus filmes de cabeceira, "La Dolce Vita"  é considerado um clássico do cinema e a obra prima do genial Federico Fellini, juntamente com "8 1/2". Foi rodado em 1960 e aclamado pela crítica especializada e por alguns cinéfilos como um dos melhores filmes de todos os tempos, igualado a "Cidadão Kane", outro clássico do cinema sobre o jornalismo sensacionalista.

O filme passa-se em Roma e conta a história de Marcello Rubini (Marcello Mastroiani), um jornalista especializado em histórias sensacionalistas sobre estrelas de cinema, visões religiosas e a aristocracia decadente, que passa a cobrir a visita da atriz hollywoodiana Sylvia Rank (Anita Ekberg), por quem fica fascinado.



Através dos olhos deste personagem, Fellini mostra uma Roma moderna, sofisticada, mas decadente, com os sinais da influência americana. O repórter é um homem sem compromisso, que se relaciona com várias mulheres: a amante ciumenta, a mulher sofisticada em busca de aventura, e a atriz de Hollywood, com a qual passeia por Roma, culminando no ponto alto do filme, a famosa sequência da Fontana di Trevi.

Outra sequência famosa do filme é a da abertura, na qual o jornalista, num helicóptero que transporta uma estátua de Jesus até o Vaticano, encontra uma mulher tomando sol numa cobertura e pergunta pelo seu número de telefone. O barulho dos motores impede que ambos possam se entender. A temática da falta de comunicação se repete ao longo de todo o filme.

Dentre os momentos mais importantes do filme, está aquele na qual duas meninas atraem uma multidão, ao fingirem ver uma aparição da Virgem Maria nos subúrbios de Roma; e quando o personagem Steiner  (Alain Cuny), um intelectual e colega de Marcello, que vive com a sua família numa aparente harmonia, comete o assassinato dos seus próprios filhos (um casal de crianças) e se suicida em seguida. Após a morte de Steiner, Marcello embarca numa vida de orgias e, numa destas ocasiões, pela manhã, caminha pela praia em busca de um monstro marítimo morto, o final simbólico do filme.

Algumas curiosidades sobre "La Dolce Vita": a presença no elenco de Anouk Aimée que se tornaria célebre no filme "Um homem, uma mulher", de Claude Lelouch (1966), e de Lex Barker, o ator americano que sucedeu a John Weissmuller no papel de Tarzã.

(consulta de texto Wikipedia/ reprodução)

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

PARA SEMPRE, ECKSTINE...

Podem me chamar de jurássico, pouco me importa. Mas que hoje em dia não se fazem mais cantores como antigamente, é um fato incontestável. É só ouvir o inigualável Billy Eckstine, o Mr. B.,  que argumentos contrários caem por terra. O timbre do barítono lírico, o controle do vibrato, a emissão de voz, ritmo, divisão musical, dicção, tudo remete à perfeição.



 E a banda que o acompanha é um time pra lá de respeito: Art Blakey (bateria), Sonny Stitt (saxofone), Kay Winding (trombone), Dizzy Gillespie (trumpete) e Bobby Tucker ao piano. A gravação é de 1972 e engloba dois grandes sucessos, começando por uma das minhas favoritas, "I Apologize".