sexta-feira, 30 de setembro de 2011

ARDENCIA QUE CURA...

Material recebido via internet de fonte confiável, mas como sempre, nunca se sabe se corresponde à realidade. Por via das dúvidas, fica como registro ou curiosidade:

"Os benefícios da pimenta.

Quem coloca a pimenta no dia-a-dia está levando, além de tempero, uma série de medicamentos naturais: analgésico, antiinflamatório, xarope, vitaminas, benefícios que os povos primitivos descobriram há milhares de anos que agora estão sendo comprovados pela ciência. A pimenta do reino faz bem à saúde e seu consumo é essencial para quem tem enxaqueca. Essa afirmação pode cair como uma surpresa para muitas pessoas que, até hoje, acham que o condimento ardido deve ser evitado.

A pimenta traz consigo alguns mitos, como por exemplo o de que provoca gastrite, úlcera, pressão alta e até hemorróidas. Nada disso é verdade. Por incrível que pareça, as pesquisas científicas mostram justamente o oposto! A substância química que dá à pimenta o seu caráter ardido é exatamente aquela que possui as propriedades benéficas à saúde.

No caso da pimenta-do-reino, o nome da substância é piperina. Na pimenta vermelha, é a capsaicina. Surpresa! Elas provocam a liberação de endorfinas - verdadeiras morfinas internas, analgésicos naturais extremamente potentes que o nosso cérebro fabrica!

O mecanismo é simples: Assim que você ingere um alimento apimentado, a capsaicina ou a piperina ativam receptores sensíveis na língua e na boca. Esses receptores transmitem ao cérebro uma mensagem primitiva e genérica, de que a sua boca estaria pegando fogo. Tal informação, gera, imediatamente, uma resposta do cérebro no sentido de salvá-lo desse fogo: você começa a salivar, sua face transpira e seu nariz fica úmido, tudo isso no intuito de refrescá-lo.

Além disso, embora a pimenta não tenha provocado nenhum dano físico real, seu cérebro, enganado pela informação que sua boca estava pegando fogo, inicia, de pronto, a fabricação de endorfinas, que permanecem um bom tempo no seu organismo, provocando uma sensação de bem-estar, uma euforia, um tipo de barato, um estado alterado de consciência muito agradável, causado pelo verdadeiro banho de morfina interna do cérebro. E tudo isso sem nenhuma gota de álcool!

Quanto mais ardida a pimenta, mais endorfina é produzida! E quanto mais endorfina, menos dor e menos enxaqueca. E tem mais: as substâncias picantes das pimentas (capsaicina e piperina) melhoram a digestão, estimulando as secreções do estômago. Possuem efeito carminativo (antiflatulência) e estimulam a circulação no estômago, favorecendo a cicatrização de feridas (úlceras), desde que, é claro, outras medidas alimentares e de estilo de vida sejam aplicadas conjuntamente.

Existem cada vez mais estudos demonstrando a potente ação antioxidante (antienvelhecimento) da capsaicina e piperina. Pesquisadores do mundo todo não param de descobrir que a pimenta, tanto do gênero piper (pimenta-do-reino) como do capsicum (pimenta vermelha), tem qualidades farmacológicas importantes. Além dos princípios ativos capsaicina e piperina, o condimento é muito rico em vitaminas A, E e C, ácido fólico, zinco e potássio. Tem, por isso, fortes propriedades antioxidantes e protetores do DNA celular. Também contém bioflavonóides, pigmentos vegetais que previnem o câncer.

Graças a essas vantagens, a planta já está classificada como alimento funcional, o que significa que, além de seus nutrientes, possui componentes que promovem e preservam a saúde. Hoje ela é usada como matéria-prima para vários remédios que aliviam dores musculares e reumatismo, desordens gastrintestinais e na prevenção de arteriosclerose. Apesar disso, muitas pessoas ainda têm receio de consumi-la, pois acreditam que possa causar mais mal do que bem. Se você é uma delas, saiba que diversos estudos recentes têm revelado que a pimenta não é um veneno
nem mesmo para quem tem hemorróidas, gastrite ou hipertensão

DOENÇAS QUE A PIMENTA CURA E PREVINE

Baixa imunidade - A pimenta tem sido aplicada em diversas partes do mundo no combate à aids com resultados promissores.

Câncer - Pesquisas nos Estados Unidos apontam a capacidade da capsaicina de inibir o crescimento de células de tumor maligno na próstata, sem causar toxicidade. Outro grupo de cientistas tratou seres humanos portadores de tumores pancreáticos malignos com doses desse mesmo princípio ativo. Depois de algum tempo constataram que houve redução de 50% dos tumores, sem afetação das células pancreáticas saudáveis ou efeitos colaterais. Já em Taiwan os médicos observaram a morte de células cancerosas do esôfago.

Depressão - A ingestão da iguaria aumenta a liberação de noradrenalina e adrenalina, responsáveis pelo nosso estado de alerta, que está associado também à melhora do ânimo em pessoas deprimidas.

Enxaqueca- Provoca a liberação de endorfinas, analgésicos naturais potentes, que atenuam a dor.

Esquistossomose
- A cubebina, extraída de um tipo de pimenta asiática, foi usada em uma substância semi-sintética por cientistas da Universidade de Franca e da Universidade de São Paulo. Depois do tratamento (que tem baixa toxicidade e, por isso, é mais seguro), a doença em cobaias foi eliminada.

Feridas abertas - É anti-séptica, analgésica, cicatrizante e anti-hemorrágica quando o seu pó é colocado diretamente sobre a pele machucada.

Gripes e resfriados - Tanto para o tratamento quanto para a prevenção dessas doenças, é comum recomendar a ingestão de uma pequena pimenta malagueta por dia, como se fosse uma pílula.

Hemorróidas - A capsaicina tem poder cicatrizante e já existem remédios com pimenta para uso tópico.

Infecções - O alimento combate as bactérias, já que tem poder bacteriostático e bactericida, e não prejudica o sistema de defesa. Pelo contrário, até estimula a recuperação imunológica.

Males do coração - A pimenta caiena tem sido apontada como capaz de interromper um ataque cardíaco em 30 segundos. Ela contém componentes anticoagulantes que ajudam na desobstrução dos vasos sanguíneos e ativam a circulação arterial.

Obesidade - Consumida nas refeições, ela estimula o organismo a diminuir o apetite nas seguintes. Um estudo revelou que a pimenta derrete os estoques de energia acumulados em forma de gordura corporal. Além disso, aumenta a temperatura (termogênese) e, para dissipá-la, o organismo gasta mais calorias. As pesquisas indicam que cada grama queima 45 calorias.
Pressão alta - Como tem propriedades vasodilatadoras, ajuda a regularizar a pressão arterial.

A ser verdade, é muito bom, né?

(fotos/texto reprodução)

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

"TERRA DOS HOMENS"

O escritor francês Antoine de Saint Exupéry é tido por muitos críticos brasileiros como um autor menor, discriminado talvez por sua mais conhecida obra, "O Pequeno Príncipe", alçado por conveniência ou ignorância como a leitura predileta das candidatas a miss (isso antigamente, pois atualmente tenho cá minhas dúvidas se as tais candidatas ao menos sabem ler...). Mas "Terra dos Homens", publicado originalmente em 1939, pode ser visto tanto como um livro de memórias como um profundo mergulho na alma humana.

Ali, Exupéry - filho de um conde francês - tanto descreve suas primeiras impressões e paixão pela aviação como também descarna a alma e sentimento humanos. Pioneiro da aviação comercial do início do século passado - onde também descreve essa sua experiência nos livros O Aviador (1926), Correio do Sul (1929) e Vôo Noturno (1931), falar sobre Saint Exupéry é sempre um prazer renovado, é como beber água cristalina de uma fonte inesgotável.

Em Terra dos Homens, o autor se revela filósofo de verve extensa, mergulhando o leitor na análise do Homem que precisa ser desvendado: "Não compreendo mais essas populações dos trens de subúrbio, esses homens que pensam quue são homens e que entretanto estão reduzidos por uma pressão que eles mesmos não sentem, como formigas, ao uso que deles se faz. Como eles enchem, quando estão livres, seus absurdos pequenos domingos? " (Página 127)

Ou, quando relata-nos a universalidade dos homens: "É preciso, para tentar distinguir o essencial, esquecer por um momento as divisões que, uma vez admitidas, arrastam todo um Alcorão de verdades intocáveis, e o fanatismo conseqüente. Podem-se classificar os homens em homens de direita e homens de esquerda, em corcundas e não corcundas, em fascistas e democratas, e essas distinções são inatacáveis. Mas a verdade é o que simplifica o mundo, e não o que gera o caos, pois a verdade é o que exprime o universal". Página 147.

Terra dos Homens, obra essencial do príncipe do deserto, é mais que necessária, é ainda atual e se insere bem nos dias conturbados que vivemos. Mais que um escritor citado por alguma miss encantada com O Pequeno Príncipe, Antoine de Saint Exupéry é um poeta que desvenda o Homem e suas vicissitudes, um escritor que relata com apuro poético o invólucro da alma humana.

(fotos reprodução/excerto SHVOONG.com)


domingo, 11 de setembro de 2011

O MEU 11 DE SETEMBRO...

Ok, hoje fazem exatos dez anos do atentado ao World Trade Center, episódio mundialmente conhecido como o "11 de setembro" e que mudou as relações entre os países de Oriente e Ocidente e a ordem mundial desde então.

Eu estava lá, digo, nos EUA, mais precisamente morando em Savannah, estado da Geórgia, e trabalhava na época na fábrica de jatos corporativos Gulfstream. Reproduzo abaixo o que escrevi nos "Diários do Auto Exilio" sobre aquela ocasião:

"É terça feira, cerca de umas onze horas da manhã, hora local. Saio do banho e começo a me arrumar para ir à companhia. Estou decidido, hoje peço demissão, não tem acordo. Ligo a televisão baixinho enquanto me visto e a imagem que vejo apavora: um avião se choca contra a Torre do World Trade Center em Nova Iorque. Catso, que terrível acidente, penso eu...! Segundos depois outro avião explode em chamas contra outra torre ! PQP, não pode ser acidente, coincidência demais, mesmo por que ali não é rota de aviões comerciais....!

Aumento o volume e não consigo entender direito a voz embargada do apresentador da CNN, mas deu para depreender que falava da possibilidade de um ataque terrorista contra a América. As imagens se repetem várias vezes, me deixando atordoado. O telefone toca, é Rita minha prima me ligando de Boca Ratón dando conta da tragédia. Na TV as torres ardem em fumaça e fogo. Agora imagens terríveis de gente que se lançou do alto em completo desespero, a polícia isolando a área, populares correndo feito baratas tontas, enquanto pedaços de material incandescente caem do céu.

Poeira, fumaça negra, gritos, ordens lançadas a esmo. Imagens tremidas de cinegrafistas e repórteres assustados com a amplidão da tragédia. Duas horas depois as torres caem por terra. Rostos desesperados em choro convulsivo, ainda incrédulos com o ocorrido, enquanto repórteres entram a todo momento ao vivo, dando conta do drama pessoal de cada um.

O impossível acontecera, a poderosa América está sob ataque e no seu próprio solo! Mas, a rigor, também não deveria ser assim tão novidade. Semanas atrás o país ficara em estado de alerta com inúmeras cartas contendo Anthrax sendo enviadas a alguns congressistas, o que podia ser entendido como a primeira tentativa de uma ação terrorista, mas jamais provada.

Fico ali um bom tempo parado tentando compreender as conseqüencias deste ataque, mas é terrivelmente recente, não dá para avaliar nada. No momento, tudo é especulação. Tento ligar para a companhia, o telefone não atende. Resolvo ir até lá e o que vejo são ruas quase desertas, lojas de porta fechadas e muitas casas já hasteiam a bandeira americana e a confederada (aquela vermelha com um X em azul e treze estrelas).

Há uma sensação de perda e incredulidade no rosto das poucas pessoas que cruzo no caminho. Ligo o rádio e o inevitável hino americano, o Star Spangled Banner,está lá tocado a plenos pulmões enquanto o locutor vocifera e conclama a população a uma vigília patriótica.

E como sempre, como sói acontecer por essas bandas, começa o movimento para arrecadação de donativos (em espécie, por favor...) e montagens de fundos para atendimento das vítimas do ataque ao World Trade Center. O que me espanta nessas horas é a imensa capacidade de organização e a adesão em massa do povo americano frente às tragédias domésticas.

Sou parado duas vezes em barreiras militares no acesso à pista do aeroporto, mas logo liberado.
A companhia se encontra fechada, pelo menos nos hangares; na porta, bandeiras hasteadas a meio pau em sinal de luto. Digito o código de entrada no teclado exterior da porta e me dirijo ao Human Resources. A mocinha encarregada está aos prantos, olhos vermelhos pregados na TV. Solicito um formulário de pedido de demissão e ela me olha como seu eu fosse um monstro insensível diante de situação de tal gravidade.

Dou tratos à bola, preencho meu formulário e peço que ela registre a entrada. Com furor nos olhos ela pela minha patente insensibilidade, recebe e autentica o papel, esperando algum gesto ou palavra de solidariedade. Faço de conta que não é comigo, dou meia volta, pego meu carro e me mando. Regressando para casa é que me dou conta que acabara de testemunhar um dos piores fatos da história ocidental recente. Olhando para fora pela janela do carro, excetuando pelo pouco movimento, o dia parece seguir na sua normalidade.

Pura ilusão. Eu acabara de ver a mais poderosa nação da terra mergulhada no terror, perdida, aparvalhada. Um gigante amendrontado e de joelhos. E, a partir daí, o mundo não seria mais o mesmo..."

(Foto reprodução)