terça-feira, 30 de agosto de 2011

'GRACIAS A LA VIDA...'



Certas coisas não precisam de explicação, falam por si mesmas. Roman Amphitheatre. Xantem, Alemanha, 5 de junho de 1988. No palco, duas lendas vivas: a argentina Mercedes Sosa e a americana Joan Baez - expressão máxima da canção de protesto americana dos anos 60. A música, "Gracias a la Vida", criação imortal da chilena Violeta Parra e uma de minhas favoritas de todos os tempos.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

QUEM SE LEMBRA DE....

... Maria Schneider ?

Em 1972, um drama romântico italiano dirigido por Bernardo Bertolucci explodiu nas telas e gerou a maior polêmica cinematográfica da época.

O "Último Tango em Paris" abordava o relacionamento doentio e altamente sexual entre um viúvo de meia idade (Marlon Brando, magnífico) e uma jovem parisiense Jeanne, interpretada pela estrela francesa em ascensão Maria Schneider, onde o ápice se configurava numa cena de sodomia com o uso providencial de um tablete de manteiga.

Proibido em vários países pela alta carga emocional e sexual, o filme serviu para catapultar internacionalmente o nome e o rostinho cândido de Maria Schneider, logo elevada ao posto de novo sex-symbol da década. Apesar do sucesso mundial imediato, o papel no filme "Último Tango em Paris" trouxe mais dissabores pessoais do que reconhecimento.

Perseguida nas ruas, alvo de insultos por toda parte por uma burguesia hipócrita e raivosa, mais tarde Maria Schneider revelou que a tal cena fora idéia de Marlon Brando que a convencera que "era apenas mais uma cena de filme" mas na qual ele atuara de verdade, provocando-lhe lágrimas e dores reais.



Após o filme, Maria Schneider mergulhou pesado no mundos das drogas e em 1974 declarou-se bissexual, chegando a abandonar o set de filmagem de Calígula para se internar de vontade própria num sanatório para doentes mentais em Roma para estar perto de sua namorada da época, a fotógrafa Joan Townsend.

O restante dos anos 70 Maria Schneider atravessou em crises de overdose e uma tentativa de suicídio. Mas no início da década de 80 encontrou alguém - que ela nunca revelou ser homem ou mulher - que lhe trouxe paz e serenidade. Apesar dos anos turbulentos, Maria Schneider atuou em mais de 50 filmes e produções para TV entre 1969 e 2008. Foi também uma ferrenha defensora dos papéis femininos no cinema, principalmente para atrizes acima de 40 anos.

Por muitos anos foi vice presidente da La Roue Tourne, uma entidade assistencial voltada para antigos atores/atrizes franceses desempregados. Foi condecorada em julho de 2010 com a medalaha de Chevalier, Orde des Arts e des Lettres pelo Ministro da Cultura e Comunicação da França, Frédéric Mitterand, que fora seu protagonista no filme de Jacques Rivette Merry-Go-Round, lançado em 1977.

Maria Schneider morreu de câncer em 3 de fevereiro de 2011. Tinha 58 anos e suas cinzas foram espalhadas aos pés da Rock of the Virgin, em Biarritz, conforme sua vontade.

(foto reprodução)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

DISCOTECA BÁSICA....

Dèjá Vu - Crosby, Stills, Nash and Young

"O casamento de Crosby, Stills, Nash and Young ocorre no final de 1969 após terem se divorciado de outras bandas. A princípio a banda surgiu como um trio formado por David Crosby, Stephen Stills e Graham Nash.

Mas em 1969 o grupo desejou ter um quarto integrante e a primeira escolha John Sebastian do Loving Spoonful, recusou o convite. Neil Young foi escolhido para ocupar o lugar antes oferecido a Sebastian e a tempo de participar do maior de festival de rock de todos os tempos, o Woodstock.

O quarteto é conhecido por seus arranjos vocais contrastantes, letras bem elaboradas, estilo musical que varia entre o folk e pop melódico e relação de amor e ódio entre seus integrantes. Desde seu surgimento a banda já se separou mais de três vezes, mas Crosby, Stills, Nash e Young sempre voltaram a tocar juntos, tanto é que estão em turnê até os dias de hoje, mas neste caso, sem a presença de Neil Young.

David Crosby
Em 1964 Crosby (filho do astro americano da canção Bing Crosby) juntou-se à banda The Byrds e com eles esteve durante seus maiores sucessos, como “Turn, Turn, Turn” e “Mr. Tambourine Man” . Em 1967, após ter sua canção recusada pelo líder da banda, Roger McGuinn, David deixou o grupo. Durante o tempo em que ficou ausente dos palcos produziu o primeiro álbum de Joni Mitchell e nele consta uma música de sua autoria intitulada “Woodstock” que mais tarde seria regravada pelo CSNY.

Em 1971 após a primeira separação do quarteto lançou um disco solo chamado “If I could only remember my name” . O músico tinha sérios problemas com drogas e em 1985 foi encontrado em posse de cocaína e uma arma. Ficou nove meses na prisão após ter cumprido programa de reabilitação, dessa forma livrou-se de cinco anos de cadeia. No mesmo ano foi convidado a participar do Live Aid junto de seus parceiros musicais e recebeu liberação da justiça para fazê-lo. Seu envolvimento com drogas o levou a um transplante de fígado no ano de 1994. David Crosby tem três álbuns gravados com seu filho.

Stephen Stills
Stills foi guitarrista do Bufallo Springfield até 1968, ano em que a banda terminou. Logo após juntou-se a Crosby e os dois passaram a fazer jam sessions, iniciando o que mais tarde se tornaria um quarteto. Em 1971, durante carreira solo, teve sua canção “Love the one you’re with” na quarta posição da parada musical americana. E após um dos vários retornos do Crosby, Stills, Nash and Young o músico foi responsável por quase 100% do disco muito aclamado pelos críticos “Looking Foward” , de 1999.

Graham Nash
Nash, ex integrante do The Hollies, foi o terceiro a integrar o CSNY e deixou sua primeira banda por ter sua canção “Marrakesh Express” recusada. Como integrante do Crosby, Stills and Nash pôde gravar sua composição que se tornou o primeiro sucesso da banda, seguido por “Suite: Judy Blue Eyes” , escrita por Stills. Após a primeira separação do quarteto, Nash e Crosby lançaram um álbum juntos e seguiram em turnê durante o início dos anos 70.

Neil Young
Young também foi integrante do Bufallo Springfield porém saiu da banda em 1967 durante o Festival Pop de Monterey. E enquanto estava seguindo carreira solo foi convidado por Crosby para integrar o que agora se tornaria um quarteto. Neil Young contribuiu com o grupo com canções como “Ohio” que surgiu após a Guarda Nacional dos Estados Unidos ter matado a tiros quatro estudantes que estavam em manifesto contra a guerra. Junto de Stills lançou um álbum, “Long May you run” no ano de 1976, porém deixou Stills durante a turnê no mesmo ano. Nos anos 90, Neil Young foi consagrado o “deus do grunge” por bandas famosas no cenário musical da época, como o ainda ativo Pearl Jam.


Deja Vu – 1970

Depois do grande sucesso obtido no primeiro álbum, (Crosby, Stiils & Nash, de 1969) a expectativa dos fãs e críticos era grande diante do lançamento do segundo disco do grupo, que agora tem a integração de Neil Young (ou seja, primeiro disco como quarteto). As gravações ocorreram em dois meses e segundo Nash “800 horas de estúdio”. Talvez esta afirmação seja exagerada, mas tantos detalhes não teriam sido elaborados em menos tempo. Alguns disseram notar a influência da banda Buffalo Springfield, mas não é de se espantar , afinal dois integrantes do grupo são oriundos do Buffalo. O disco alcançou o primeiro lugar nas paradas americanas e três grandes sucessos: “Teach your children” , “Our house” e “Woodstock” .

(foto reprodução/pesquisa de texto Wikipedia)