terça-feira, 29 de dezembro de 2009

"APOCALYPSE NOW."...(1979)

Com roteiro extensamente baseado no livro Heart of Darkness (O Coração da Escuridão) de Joseph Conrad, o filme Apocalypse Now é uma alegoria sobre a estupidez das guerras e a falência do humanitarismo sob interesses ambiciosos e egoístas.

Realizado entre 1976 e 1979 e rodado integralmente nas Filipinas pelo cineasta Francis Ford Coppola, o filme aborda a missão do capitão Willard (Martin Sheen, soberbo) durante a Guerrra do Vietnã ali por volta de 1969, cujo alto comando americano o designa para matar o coronel Kurtz (papel do magistral Marlon Brando) no interior da selva do Camboja.

Subindo o rio num barco de patrulha e escoltado por quatro soldados, Willard depara-se com situações inacreditáveis e absurdas geradas pela guerra enquanto examina os documentos a respeito do coronel. Ao chegar ao seu destino, percebe que os nativos adoram Kurtz como a um deus e terá de decidir se cumpre ou não a sua missão.


Além da montagem excepcional e fotografia exuberante, Apocalypse Now - título retirado de um button muito usado pelos hippies da geração Flower Power - destaca-se pela trilha sonora, pontuada por grandes sucessos do final dos anos 60, como The End (The Doors), música de abertura do filme. Ou Susie Q (Credence Clearwater Revival), Satisfaction (Rolling Stones), são as principais.


Uma das sequencias mais marcantes é o ataque dos helicópteros da Cavalaria Aérea Americana a uma vila vietcongue, ao som de Cavalgada das Valquírias (trecho do Anel dos Nibelungos, de Richard Wagner) e sob o comando do excêntrico Tenente-Coronel Bill Kilgore, perfeitamente interpretado por Robert Duvall, que profere uma das maiores frases e que traduz bem o espírito do filme:" Adoro o cheiro de napalm pela manhã. Tem cheiro de...vitória"

Algumas curiosidades sobre Apocalypse Now:

- Harrrison Ford, antes de consagrar-se como Indiana Jones, faz uma ponta como o Coronel Lucas.

- Lawrence Fishburne teve que mentir a idade (14 anos) para interpretar Tyrone "Clean" Miller que exigia um jovem de 17 anos.

- O já consagrado Dennis Hopper (Easy Rider - Sem Destino) interpreta um fotojornalista completamente siderado pelo universo do Coronel Kurt.

- Marlon Brando exigiu que as tomadas de seu personagem sempre fossem feitas na penumbra a fim de esconder sua enorme obesidade, o que conferiu ao Coronel Kurt um aspecto sombrio e enigmático.

No fim, Apocalypse Now é também um libelo contra a estupidez e inutilidade das guerras, provocando nos EUA - que procurava esquecer a acachapante e recente derrota no Vietnam - uma onda de rejeição que se refletiu em apenas dois Oscar auferidos, o de Melhor Fotografia e Melhor Som, além de um Globo de Ouro e a Palma de Ouro em Cannes, que consagrou o filme internacionalmente.

Curtam portanto um trecho de um dos mais perfeitos filmes já feitos sobre a loucura da guerra...

domingo, 27 de dezembro de 2009

"FOI ASSIM..."

Conheci Fafá de Belém quando ainda era Moura Palha, moçoila de carnes fartas e seios volumosos que cantava na boate Porão, em Belém do Pará, acompanhada de Nego Nelson, um dos maiores violonistas que conheci e um dos luminares da música paraense. Daí, uma ano depois por artes, influência ou sorte, estourou no Brasil com "Filho da Bahia", tema da novela "Gabriela" e o resto é história.



Walter Bandeira foi uma das maiores vozes e um dos mais perfeitos cantores que conheci. Dono de uma extensão vocal admirável e técnica impecável, por anos foi o decano e parâmetro para cantores locais. Principalmente quando voz, repertório e ecletismo eram mandamentos básicos para quem se aventurava nas armadilhas da noite.

Também ator, escritor, pintor, escultor e locutor/narrador de raro talento, usei várias vezes seus serviços quando produzia jingles, spots publicitários ou em trilhas para áudio visuais. Quando ajudei na produção local do filme "Bye, Bye, Brazil" (Cacá Diegues, 1978), foi Walter Bandeira que fui buscar para interpretar em off uma velha modinha que fez parte da trilha sonora do filme.Ser humano fantástico, Walter Bandeira se foi este ano, vítima de um câncer, deixando uma saudade e um vazio difícil de preencher.

Rui Barata, tabelião por profissão, poeta e compositor por opção, boêmio por vocação, é o autor de "Foi Assim" e "Pauapixuna", duas músicas que integraram o primeiro LP de Fafá de Belém e foram guindadas ao posto de clássicos da música amazônica. Varei muitas madrugadas belenenses tomando umas brejas no Bar do Parque, na Praça da República, em companhia do velho poeta, versejando e sendo agraciado com as intervenções de sua sabedoria e cultura sem par.

Já a música "Foi Assim" representa um momento muito especial, trilha sonora de um caso de paixão mal resolvida, que se perdeu na poeira do tempo. Curioso como décadas depois um simples vídeo junta todos esses personagens, nos revolve as memórias, desperta lembranças adormecidas.

Simples assim.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

ENTRE TANGOS E BOLEROS...

Há algum tempo atrás por ocasião da festa de casamento de um parente próximo, exagerei nas doses de Jack Daniels e, embalado pela seleção musical especialmente dedicada aos tiozinhos, arrisquei tirar uma moça para dançar. Para minha sorte, era boa no riscado. E lá fomos nós, arriscamos alguns passos no tango arrabalero ou no bolero naquela base do velho e bom cheek-to-cheek.



No final da dança, uma senhora toda esticada no botox aproximou-se de mim e cumprimentou pela performance. Não satisfeita, perguntou qual a "academia" que eu frequentava. Olhei desolado minha rotunda cintura e daí rolou um diálogo estranho:
"Minha senhora, nenhuma...".
"Não", disse-me ela," me refiro qual a academia de danças..".

Aí, caiu a ficha.

"Me desculpe", disse eu, "não frequento academia de dança..."
"Como não, onde aprendeu a dançar desta maneira?" insistia ela.
"A senhora não vai gostar de saber"
"Como não? Estou interessadíssima..."
"Pois foi no cabaré da Izildinha", arrematei por fim.
A mulher me olhou meio atravessado e emendou: "O senhor é um grosseirão!". E saiu pisando duro, sem olhar para trás.

Não entendi por que tanta indignação. Na minha adolescência - assim como a de muitos cinquentões e sessentões - a gente aprendia a dançar era mesmo nas chamadas "casas de tolerância" e não em modernas academias que mal ensinam o básico das tais "danças de salão" para cinturas duras e pés descordenados. E aqui me refiro às tais "casas de mulheres" ou "casas suspeitas" de então e não a cabarés e puteiros de baixa extração, péssima frequencia e má fama.

Lembro-me bem de algumas. Mesmo localizadas na ZBM -Zona Boêmia ou do Baixo Meretrício (e existe um Alto?) diferenciavam-se pela manutenção da ordem e discrição. Também o plantel era bem melhor do que o normalmente oferecido em casas de menor cacife. Normalmente havia uma ou duas salas interligadas (hoje chamariam lounge) fracamente iluminadas, onde as garotas espalhavam-se pelos sofás, poltronas e pufes, trajando roupas insinuantes mas discretas, normalmente longos vestidos de seda vermelho ou preta.

Nada de baby-dolls e negligés, ou mini saias mostrando os fundilhos. Uma certa classe no vestir, no trajar e no conversar eram requerimentos básicos.

Algumas mantinham umas salas de jogatina onde o pôquer, o vinte e um ou o bacará rolavam solto. Mesas de sinuca ou dados eram coisa de malandros, inadmissíveis naquele ambiente. Garçons cruzavam as salas a todo instante, na azáfama de servir as bebidas das "meninas" e dos frequentadores.

Havia um código não escrito, que todo mundo sabia mas nunca questionado em nome da moral e dos bons costumes da casa: para as meninas eram servidas água mineral e cereja a como martini, suco de groselha em vez de campari e chá Matte Leão a título de uísque, as pedidas mais comuns. A gente sabia e pagava, então era a nível consciente e não se achava enrolação. Apenas sobrevivência...

Do mesmo modo funcionava também uma cozinha, podia-se jantar a preços salgadíssimos (me perdoem o trocadilho infame...). Lembro-me que meu primeiro Filé à Chateaubriand foi no Chez Moi, o cabaré da já citada Izildinha. Curioso como essas coisas não se esquece. As "meninas" - às vezes nem tão jovens assim, havia umas balzaquianas pelo meio - sabiam conversar, se portar e, o mais importante, dançavam à perfeição. Eram grandes dançarinas e ali se fazia a iniciação básica nos passos do bolero, do tango, do samba-canção.

Eram também verdadeiras sacerdotisas pagãs da arte da sedução e na iniciação nos mistérios do amor pago, naquelas sessões de trinta minutos. Afinal, para isso serviam as tais "casas de má reputação", um manancial de fantasias e de ilusões perdidas.

Pena que tudo isso se perdeu...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

ENTÃO É NATAL...



E então entramos em ritmo de festas natalinas e para desejar os melhores votos aos nossos - poucos ainda - mas fiéis leitores , nada como relembrar uma seleção dos "reclames" que marcaram muitos dos nossos Natais através dos anos..

Feliz Natal a todos....

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

CASABLANCA, 1942...

Na Segunda Guerra Mundial, em Casablanca, então localizada no Marrocos governado pela França de Vichy, era o penúltimo ponto na rota à América. Os refugiados que ali residiam necessitavam de um visto (Letter of transit) para Portugal, e apenas em Lisboa embarcariam em um navio para o Novo Mundo. E um dos locais de encontro era o bar Rick´s.

Seu dono, Rick Blaine, é um homem que tenta não se envolver com a política, pois seu estabelecimento é frequentado por todos os tipos de clientes, Rick também é amigo do Capitão Renault. Um dia um major alemão vai a Casablanca em busca de alguém que havia roubado duas letter of transit. O casal que necessitava destes documentos para sua fuga à América era Ilsa Lund e Victor Lazlo.


Rick e Ilsa se encontram e relembram o passado que tiveram juntos. Na tela, a música imortal deste relacionamento (As time goes by) é interpretada por Sam, o pianista. A estréia de Casablanca foi no Hollywood Theater de Nova Iorque, em 26 de novembro de 1942, e tornou-se rapidamente em um grande sucesso.

Tanto Humphrey Bogart (Rick) como Ingrid Bergman (Ilsa) têm atuações extremamente carismáticas, fazendo com que este filme se torne um divisor de águas nas carreiras de ambos.
Provavelmente é o filme com os melhores e mais memoráveis diálogos da história do cinema, muitos deles com um leve toque de cinismo. Um de seus diálogos mais famosos é entre Ilsa (Bergman) e Sam:

Ilsa: Toque uma vez, Sam. Pelos bons velhos tempos.
Sam: Eu não sei o que você quer dizer, Senhorita Ilsa.

Ilsa: Toque, Sam. Toque "As Time Goes By".


Curtam.!!!

(fotos e texto reprodução)

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O ROCK DO DKW...

A dica veio do Rubens Leal Casses, que levantou a lebre:

"Tenho a impressão que ao escrever a letra desta música nos anos 60, o autor faz referência ao DKW: "São três carburadores, todos os três envenenados". Pois somente o Vemag poderia possuir três carburadores envenenados. Concordam? Se eu estiver certo, a música poderá ser o "Rock do DKW"? Justa homenagem!"




"Subi na Rua Augusta a 120 por hora
Botei a turma toda do passeio pra fora
Fiz curva em duas rodas sem usar a buzina
Parei a quatro dedos da esquina (legal)
Hay, hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo
Hay,
hay, Johnny
Hay, hay, Alfredo
Quem é da nossa gang não tem medo

Meu carro não tem luz, não tem farol, não tem buzina

São três carburadores, todos os três envenenados
Só pára na subida quando acaba a gasolina
Só passa se tiver sinal fechado (legal)

Subi a 130 com destino à cidade

E no Anhangabaú eu botei mais velocidade

Com três pneus carecas derrapando na raia

Subí a galeria Prestes Maia (legal)
"

Se não me engano, a autoria é de Hervé Cordovil ( o mesmo de "Acorda, Maria Bonita...") e a primeira gravação é de Ronnie Cord, 1963. Também Sérgio Murilo, Raul Seixas, Os Cords, Mutantes e Léo Jaime fizeram regravações.

Mas pelo approach e pelo ano da composição é pouco provável que o autor se referisse a um Jaguar Type D, ao Aero Willis 2600 ou mesmo aos seis cilindros que equipavam os Chevrolet Brasil. É possível que se inspirasse mesmo num DKW. Mas com três carburadores Dellorto 140. Weber, não. Ali era o famoso dois e meio...

(foto reprodução)

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

QUEM SE LEMBRA DE...

...Irene Stefania?

Irene Stefania nasceu em São Paulo a 10 de março de 1944. Começou seus estudos pela filosofia e pela música clássica. Em 1966, dá uma guinada na sua possível futura carreira ao atuar em seu primeiro filme, já como protagonista - `O Alegre Mundo de Helô`, de Carlos Alberto de Souza Barros.

Dá-se início então uma das trajetórias mais importantes do cinema brasileiro, que até hoje soma quase 20 filmes. Irene Stefânia é uma atriz essencialmente de cinema, e ilumina as décadas de 60 e 70 com seu talento e sua beleza diáfana.

No final dos anos 60, Irene Stefania foi a mais premiada e admirada estrela do cinema brasileiro, quando seu talento e beleza rivalizavam em pé de igualdade com outro mito, Leila Diniz. Mas de repente, no auge do sucesso e à beira de uma carreira brilhante, veio o silêncio. Irene deixou de lado o cinema e se dedicou a estudar psicologia. Mudou completamente de vida, participando muito ocasionalmente de trabalhos no teatro e TV.

Só vai atuar em novelas esporadicamente, sendo que nos registros constam apenas três : `Tempo de Viver (72), `Supermanoela` (74) e `Música ao Longe` (82). Depois do belo `Garota de Ipanema`, de Leon Hirszman, Nelson Pereira dos Santos dirige o deliciosamente anárquico `Fome de Amor` e reúne duas deusas em cena: Irene e Leila Diniz – que voltariam a trabalhar juntas em `Asyllo Muito Louco`, outro ótimo filme do diretor.

Irene Stefânia marca presença também no primeiro longa de ficção de Sylvio Back, `Lance Maior`, e segue sua carreira trabalhando com grandes nomes – inclusive, protagoniza o único filme do psicanalista Roberto Freire, `Cléo e Daniel`.

Em 1978, atua na sua única pornochanchada, `Damas do Prazer`, e abandona as telas. Sua volta sé dá pelas mãos do cineasta-poeta Carlos Reichebanch, no premiado `Anjos do Arrabalde`, em 1987.

- `O Mundo Alegre de Helô` (1967), de Carlos Alberto de Souza Barros;
- `Garota de Ipanema` (1967), de Leon Hirszman;
- `Fome de Amor` (1968), de Nelson Pereira dos Santos;
- `Lance Maior` (1968), de Sylvio Back;
- `A Doce Mulher Amada` (1968), de Ruy Santos;
- `Os Paqueras` (1969), de Reginaldo Farias;
- `A Cama ao Alcance de Todos` (1969), de Daniel Filho e Alberto Salva;
- `As Armas` (1969), de Astolfo Araújo;
- `Asyllo Muito Louco` (1970), de Nelson Pereira dos Santos;
- `É Simonal` (1970), de Domingos de Oliveira;
- `O Donzelo` (1970), de Stefan Wohl;
- `Cléo e Daniel` (1970), de Roberto Freire;
- `Mãos Vazias` (1971), de Luiz Carlos Lacerda;
- `O Doce Esporte do Sexo` (1971), de Zelito Viana;
- `Amor e Medo` (1974), de José Rubens Siqueira;
- `Damas do Prazer` (1978), de Antonio Meliande;
- `Anjos do Arrabalde` (1987), de Carlos Reichenbach

Em 2006 e 2007, apresenta-se com a peça "Cachorro", ao lado de Edson D’Santana. Ainda em 2007, participou do filme "O Signo da Cidade".

(fonte: Mulheres do Cinema Brasileiro/Fotos reprodução)

domingo, 13 de dezembro de 2009

DUPLA IMBATÍVEL...!

Nos meus tempos de moleque, março era mês de volta às aulas. Época de encapar cadernos com papel celofane vermelho. Colocar etiquetas que minha mãe identificava por matéria com uma caligrafia elegante: Ciências, Matemática, Português, Geografia, História e Estudos Sociais. Ah, e tinha o caderno de Caligrafia também, aquele retangular com três linhas paralelas.

Tempo também de ajustes no novo uniforme escolar - calça curta azul marinho, camisa imaculadamente branca, gravata de plástico preta presa por um elástico em volta do pescoço. E o abominável casquete e a lancheira de plástico com o copinho branco na tampa. Como criança cresce !... reclamava meu pai todo início de ano.


Peça obrigatória na indumentária escolar era o indestrutível sapato Vulcabrás. Macio, impermeável, resistente. Era o único a resistir nossas bicadas em pedras, chutes em bola, raladas em calçadas e muros, coisas típicas da garotada. Um charme era o bico branco, descascado pelos maus tratos da petizada. Sábado, com uma latinha de Nugget na mão, era dia de engraxar o Vulcabrás. Iniciava a semana como novo, terminava como veterano de guerra.

Era multi-uso, quem tinha o pé torto usava com palmilha e assim como o Ford Modelo T só vinha na cor preta. Em mãos - ou pés melhor dizendo,- mais cuidadosos um par de Vulcabrás durava muito tempo. Se bastante surrado, era suficiente trocar o solado de borracha combinado a um salto Amazonas e, da capo !, começava tudo novamente.

Um Vulcabrás, assim como o primeiro amor, era para a vida inteira.

(foto reprodução)

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

COMO AVALIAR UM HOMEM...

Mais uma contribuição do fórum feminino, desta vez uma bem humorada avaliação do potencial masculino pelas mulheres. Meu conselho: não tentem marcar pontos. Muy peligroso...

Presentes que gosta de ganhar:
A) Uma garrafa de cachaça ou de whisky - MACHO

B) Uma peça de roupa - FINO

C) Doces, bombons etc. - MEIO VIADO

D) Flores, velas aromáticas ou coisas delicadas - VIADAÇO!

Uso de cremes e bronzeadores:

A) Não usa - MACHO

B) Usa um pouco no verão - FRESCO

C) Usa bastante no verão - BICHINHA

D) Usa bastante o ano todo - BICHA TOTAL

Tratamento dos animais de estimação:

A) Cão vive no quintal e come restos de comida - VARÃO

B) Cão vive dentro de casa, come ração especial - DELICADO

C) Acaricia muito o cão e dorme na sua própria cama - BICHA TOTAL

D) Possui gato - SANTA

Tratamento das plantas:

A) Se alimenta de algumas delas - RAMBO

B) Algumas plantas no quintal que não são regadas - MACHO

C) Cuida das plantas e dos arbustos - FLORZINHA

D)Rega, poda e conversa com flores - BICHINHA PURPURINADA

Uso do espelho:

A) Não usa - VIKING

B) Somente para fazer barba e pentear cabelo - VAIDOSO

C) Admira a pele e observa os músculos - GAY

D) Igual ao GAY, e ainda admira o bumbum - LOUCA DESATADA

E) Admira-se com diferentes perucas, vestidos e maquiagem - TRAVESTI

Penteado:

A) Não se penteia - MACHÃO

B) Penteia-se depois do banho - HOMEM

C) Penteia-se várias vezes ao dia - FRESCO

D) Penteia-se várias vezes ao dia e pinta cabelo - BICHA

E) Penteia os outros e dá conselhos de penteados - BICHA LOUCA

Limpeza da casa:

A) Varre quando ouve a sujeira estalar sob a sola dos sapatos - ANIMAL

B) Varre quando o pó cobre o chão - MACHO

C) Limpa com água e detergente - FRESCO

D) Limpa com água, detergente e aromatizante - MARIPOSA

E) Usa aspirador de pó - BORBOLETA

Esportes preferidos:

A) Futebol, lutas, automobilismo - MACHO DE CARTEIRINHA

B) Tênis, boliche, voleibol - TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS

C) Aeróbica, spinning - LOUCA

D) Os mesmos anteriores, mas usando short de lycra - EXTRA BOIOLA

Comidas preferidas:

A) Capivara, javali, grandes animais assados, comida apimentada - CONAN

B) Peixe e salada para não engordar - ESTRANHO

C) Sanduíches integrais, consomées - FRESCO

D) Aves acompanhadas de vegetais cozidos no vapor - BICHA

Higiene pessoal:

A) Toma banho em 5 minutos, usa sabão em barra e lava suas cuecas - LEGIONÁRIO

B) Toma banho rápido, usa xampu, mas nem encosta no fiofó - VARÃO

C) Demora mais de meia hora e usa sabonete líquido - TENDÊNCIAS GAYS OCULTAS

D) Toma banho com sais e espuma na banheira - VIADO ASSUMIDO

(reprodução AndréJBR/PatriLú)

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

DEPOIS DAS HORAS...

Meu primeiro relógio, lembro-me bem, ganhei aos treze anos e era um Mido redondo de caixa de aço fina e pulseira preta de couro. Corda manual, que durava umas três horas e exigia uma certa prática e habilidade para não quebrar o pino de acionamento. Puxava-se o dito cujo para fora com a ponta da unha e se começava aquele movimento de vai-e-vem quase infindável. Como éramos primitivos !

Depois veio um Citizen, caixa fina e pulseira de aço escovado, "automático" e à "prova d´agua", isto é dava corda com o movimento do braço, e vinha com dois pequenos mostradores internos que eu nunca soube direito para o que se prestavam, mas que eu achava um charme. Aos dezoito anos, quando comecei a trabalhar e a grana melhorou, investi num Cartier social legítimo, douradinho e pulseira preta de couro de crocodilo.

Para uso diário, comecei a me render aos chamados relógios multifunção e o primeiro deles foi um estiloso, na época, Technos Quartz ("o suiço mais pontual do mundo"), que tentava fazer frente à invasão dos populares relógios japoneses Orient e Seiko. Outro de boa lembrança foi um Skydiver. Marcas se sucederam como Omega, Universal Geneve, Zenith e até um Rolex de procedência duvidosa.

Mas aí chegaram os relógios multifunção de plástico e a nova paixão recaiu sobre um Casio G-Shock, que me acompanhou por uns bons doze anos.

Com o passar do tempo fui simplificando minhas exigências ao passo que os relógios foram se complicando, apresentando funções jamais imaginadas: altímetro, barômetro, bússola, GPS, calendários, horas distintas para diversas capitais no mundo, contador de batidas do coração, etc, etc...

Por último, usava um simplório Timex com funções mais que básicas - relógio, cronômetro, alarme - que entregou os pontos após cinco anos de uso. Sua vida útil coincidiu com o início de minha aposentadoria compulsória. Joguei-o no fundo de uma gaveta e agora as horas passam por mim, impunemente. Ainda bem...

(fotos reprodução)

domingo, 6 de dezembro de 2009

TESTE CEGO DE CERVEJAS...

Cuidado, não confundam o título do post: não é o teste "DO CEGO" na cerveja, por favor entendam bem...

Trata-se de uma divertida brincadeira que tenho proposto a alguns amigos e realizado com muito sucesso. Consiste na avaliação secreta de algumas marcas de cerveja e armadilha segura para muitos que se consideram "grandes cervejeiros". O resultado é sempre surpreendente e hilário, vale a pena tentar.

Algumas constatações: a maioria bebe cerveja influenciada pela propaganda, pelo rótulo ou pela opinião de terceiros. O teste cego, se bem feito, identifica o real gosto o consumidor de cerveja que, via de regra, surpreende.

Mas para o completo sucesso, honestidade e idoneidade da empreitada vários cuidados são necessários. O primeiro deles é escolher as marcas. Sugiro não mais que cinco para que a brincadeira não desande em bebedeira desenfreada.

É fundamental que todas as marcas sejam do mesmo tipo de cerveja (pilsen, premium, lager, etc...), tenham quase o mesmo teor alcóolico, o mesmo tipo de embalagem (todas em lata, long neck ou em garrafa) data de fabricação de no máximo dois meses (período no qual a bebida começa a se deteriorar) e compradas na mesma data.

No dia combinado reúna os amigos, estabeleça quem vai dirigir os "trabalhos" da mesa, isto é coordenar a vinda das amostras e tempo de duração de cada avaliação, além de ser o responsável pela apuração dos pontos atribuídos a cada amostra. Isto feito distribua as folhas de avaliação - há sites na internet que fornecem prontas os questionários de avaliação e os números para cada amostra - e proceda ao teste propriamente dito.

O teste é individual e a mesma marca é servida em copos numerados a todos os participantes. Exemplo: se são cinco provadores, serão cinco amostras da cerveja #1, cinco da cerveja #2, etc, etc... e é proibido comentários entre os provadores, para evitar influência de opinião.

À medida que são trazidas individualmente as amostras, normalmente se avalia primeiro a cor da cerveja, a cremosidade da espuma, o primeiro gole e a impressão inicial, o amargor e sabor residual deixado na boca. As notas atribuídas a cada um desses ítens é então registrada no questionário e no final somadas pelo dirigente dos "trabalhos".

Claro que tudo é subjetivo e minha experiência diz que tentar adivinhar a marca de cerveja servida acaba sempre em bate bocas desnecessários. Melhor apenas eleger a melhor amostra servida na ocasião. Uma coisa legal de se fazer é sortear secretamente a sequencia das amostras de cada marca que vão à mesa. Exemplo: Kaiser, amostra #1, Skol, amostra #2, e assim por diante.

Copos pequenos de plástico rígidos e transparentes se mostraram melhores em todos os casos. É fundamental que sejam bem lavados e que não tenham nenhum resquício de sabão ou detergente pois não fará espuma, prejudicando um dos critérios da avaliação. Também entre amostras é de bom tom se ter à mão copinhos com água mineral e torradas, a fim de se limpar o paladar.

Parece complicado mas é extremamente fácil de se fazer, se tomados os cuidados acima. O mais gozado é quando sai o resultado final, é sempre muito diferente do esperado. As surpresas são hilárias e demonstram que a imensa maioria não sabe mesmo beber cerveja. Bebem influenciados por propagandas, rótulos ou mitos.

Tentem, é diversão garantida...

(fotos reprodução)

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

ANÉIS DE FUMAÇA...

Dentro da escala tabagística, comecei ao contrário.
Iniciei no cachimbo por artes de um tio, passei para o charuto por vontade própria e terminei no cigarro por questão de conveniência e custo de manutenção, hábito que abandonei há doze anos atrás. Mas, deixando o cachimbo - que merece uma observação mais acurada - e cigarros (que não merecem nenhuma consideração) de lado, vamos nos alongar um pouco mais sobre o charuto.

Apesar do grande consumo atual de charutos no Brasil - efeito do modismo cultuado nos últimos anos, mas que, por outro lado, proporcionaram a oferta das melhores marcas em qualquer tabacaria - vejo com pesar que as mais simples regras para a boa apreciação (ou "degustação", como querem agora), são amplamente ignoradas. Isto é fruto da maioria dos noveau charuteiros, mais interessados em fazer tipo e seguir modismos, do que efetivamente em aproveitar as reais qualidades de um "puro" de boa cepa.

Comecemos pelo tipo de charuto.
Há vários tipos classificados de acordo com formato, tamanho e diâmetro. Basicamente temos os raros Especiales,em torno de 24 cm de tamanho e 2 centímetros de diâmetro, os Doubles Coronas (considerados os "imperadores do havana"), os Churchills (homenagem ao ex-primeiro ministro inglês, grande apreciador de charutos), Lonsdales, Coronas, Robustos, Panatelas, Petit e Très Petit Coronas, o preferido das mulheres. Há também o tipo Figurados, que imitam na sua forma torpedos, aríetes e até o exótico Culebra, composto de três charutos torcidos. Enfim, há charutos para todos os gostos e bolsos.

O excelente e suave Hoyo de Monterey cubano, Double Corona...

Quanto a qualidade, não há dúvida: os cubanos, também conhecidos como havanas ou puro premium cubanos, são de longe os melhores. Entre estes estão o Montecristo, o mais vendido no mundo, o Cohiba, Romeo Y Julieta, e Partagas. Mas há marcas populares também, como o Guantanamera. Outras grandes marcas são também o Davidoff, o Dunhill, Don Sebastian ou Macanudo,feitos na República Dominicana. Outro países produtores são Jamaica, Honduras, México, Nicarágua e até os Estados Unidos.

O brasileiro Dona Flor, tamanho Gran Corona...

O Brasil é um bom produtor de charutos, não a nível dos cubanos, em que pese o preconceito dos brasileiros com relação ao produto nacional. A Bahia é o local por excelência e boas marcas tupiniquins são os Mata Fina, Alonzo Menendez, Don Porfirio, Dona Flor, Suerdieck Bahia, só para citar alguns a que os puristas ou falsos esnobes torcem o nariz à simples menção do nome.

Vamos agora à cor do charuto, ou capa, determinada pela coloração da folha que o reveste e que varia dependendo do preparo para a manufatura e o local de origem. Basicamente, temos então as verde-amareladas, ocre clara, marrom clara, marrom médio ou avermelhada, marrom escura, marrom escuro avermelhada e quase negra. Esta última é uma coloração muito encontrada nos charutos fabricados no Brasil.

Em que pese o processo de manufatura, charutos são produtos artesanais, feitos para serem apreciados com vagar e estilo em momentos de relaxamento ou como passatempo. Portanto, algumas regras mínimas de procedimentos e etiqueta devem ser obedecidas. Por exemplo, charuto não se fuma jamais à mesa de refeições ou mesmo em público, embora em Cuba se fume em ruas e praças e europeus o façam a qualquer hora do dia a dia, na rua ou no trabalho.

Charutos devem ser conservados em suas caixas ou em humidificadores próprios a fim de que não ressequem a capa protetota. Ao acender um puro, há regras de etiquetas diferentes para homens e mulheres, sempre se usando fósforos, embora hoje já existam isqueiros específicos para charutos. Homens e mulheres os acendem de maneira diferente.

As mulheres devem primeiro aquecer a ponta, mantendo-a a conveniente distância da chama, levemente inclinado para se obter um aquecimento uniforme e só então levá-lo à boca para que a sucção forme a brasa. Quanto aos homens, podem acender o charuto diretamente na boca, fazendo a devida sucção enquanto gira o charuto lentamente, prevalecendo a distância conveniente da chama.

De fundamental importância é o corte do charuto, pois é o que vai influenciar diretamente o fluxo da fumaça,que nunca deve ser tragada e apenas saboreada. Outro mandamento crucial é a "puxada" da fumaça em intervalos regulares a fim de que não se aqueça em demasia a fumaça e provoque aquele desagradável amargor típico dos charutos dos "apressadinhos".

Outra questão que não se chega a um consenso: até onde um charuto deve ser fumado?
Vale a regra do bom senso: até o seu terço final ou um pouco menos, que pode ser delimitado com o anel do charuto. É natural que o charuto se apague durante a "degustação"; neste caso é só bater a ponta do dito cujo suavemente no cinzeiro e reacendê-lo de maneira apropriada. E o mais importante, não esmague sua ponta no cinzeiro, apenas deposite na beira e o deixe apagar lentamente.

Fumar charutos induz à calma, paz, serenidade e reflexão e nada como uma boa bebida para acompanhar todo o processo. Tradicionalmente, um destilado de boa origem como conhaques, uísque, brandies, um vinho do porto, um bom café, são escolhas de eleição.

Há também quem aprecie cachaça, tequila e rum. Ultimamente deram para "harmonizar" até com cervejas. Sacrilégio, não existe mais nada sagrado!

Enfim, não temos aqui a menor pretensão de esgotar o assunto. Somente algumas dicas para se apreciar melhor um bom havana ou mesmo um Mata Fina de boa procedência.

Evoé, Baco...!

(fotos reprodução)

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

O SOM NOSSO DE CADA DIA...

Minha mais remota memória sonora foi num corso carnavalesco a bordo de um jipe Land Rover de meu pai, ao som de "Fala, Mangueira", na voz de Angela Maria (comecei muito bem, por sinal..), ano de 1956.

Mas em termos domésticos me lembro bem de uma radiola Standard Electric americana, cujo móvel escuro era decorado com motivos rococós e encimado por um "olho mágico", aquele botão verde que denunciava o momento em que as válvulas já estavam devidamente incandescidas.

É desta época que me vem também a lembrança de meu pai sentado ao lado da radiola, após o jantar, e sintonizado na "Voz da América", transmitido por Luiz Jatobá e Cacilda Lanuza.

Minha mãe acompanhava diariamente o dramalhão cubano "O Direito de Nascer" (Félix Caignet) e as peripécias de Albertinho Limonta e Mamãe Dolores, além de seus boleros e tangos favoritos. Às vezes, meus pais promoviam uns saraus dançantes ao som de Glenn Miller e Tommy Dorsey, os grandes standards americanos da era de ouro do swing, do beguine ou fox-trot.

O primeiro gravador de rolo que conheci foi um Teac americano de duas pistas que meu pai trouxera de Belém do Pará e que fazia as delícias da molecada, pois gravávamos nossas vozes em canais independentes e quando reproduzia era uma farra geral. Era ainda o tempo dos discos de 78 rotações e apenas duas músicas e que quebravam como cristais; os long playings viriam logo a seguir com a incrível novidade de gravar até dez músicas e serem inquebráveis!

Som automotivo só vi em 1963 quando meu pai comprou um Impala e este veio com um toca discos de 45 rpm americano - aqueles com um grande círculo ao centro - mas como não tínhamos os discos apropriados, ficou inoperante. Já no Cadillac 1965 apareceram para nós pela primeira vez aquelas cartucheiras que ficavam sob o painel. Foi o primeiro som stereo que ouvi na vida mas como a discoteca era restrita a Connie Francis e Frankie Avalon, não me empolguei muito.

Costumava viajar nas férias com meu pai Brasis afora e aí o equipamento de escolha era um moderno rádio "portátil" Transglobe da Philco de cinco faixas de onda, movido a enormes oito pilhas Eveready, outra maravilha da tecnologia de então. Na época, meu pai costumava ouvir um programa "Luzes para o Caminho", transmitido de Bonaire, no ABC holandês (Aruba, Bonaire e Curaçao)

Televisão era também uma Standard Eletric que mais parecia um caixote que dominava toda nossa sala com aquela enorme antena em V. Uma tela com faixas a cores nos fazia ver o mundo lá fora multicolorido. Grandes programas eram os desenhos do Hanna Barbera ou as séries "77 Sunset Strip", "Inspetor Burke", "Bat Masterson", "Route 66", "Ben Casey", "Dr. Kildare", "Cheyenne", "Zorro" ou os humorísticos nacionais "A,E,I,O, Urca", "Black & White" ou o sensacional musical "Times Square". Esses são apenas alguns que eu me lembro no momento...

Ali por 1967, em casa foram banidas as enormes radiolas, sendo trocadas por três "modernos" rádios Semp, distribuídos pela sala de jantar, cozinha e no quarto de meus pais. Ganhamos de presente uma radiolinha portátil Belair japonesa que era o maior sucesso no meio da garotada pois incluía rádio e toca discos, com o auto falante embutido na tampa.

Daí, em 1968, veio o gravador Phillips com fitas K-7 mono e o mundo não foi mais o mesmo...

(fotos reprodução)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

QUEM SE LEMBRA DE...

...Annik Malvil?

Nascida na Bélgica em maio de 1939 como Annick Delligant, apareceu nas telas do cinema brasileiro em 1960 em "Férias no Arraial" e no filme que a consagrou, "Conceição", início de uma filmografia de 18 filmes até 1975, variando de inocentes porno chanchadas a filmes mais densos e de teor mais intelectualizado. Sua última participação nas telas - no caso telinha - foi na mini série de TV "Memórias de um Gigolô", em 1986.

Annik Malvil destacou-se também como modelo - foi conhecida como a lançadora do "tubinho", peça do vestuário feminino de muito sucesso entre as jovens dos anos 60 - e cantora.

Lançou dois discos, os compactos "Garota do Tubinho" e "As Emoções da Leitura", este último em 1972. Mas seu maior sucesso fonográfico foi a marchinha carnavalesca "Tem Francesinha no Salão", autoria de Mirabeau.

Fora das telas, Annik Malvil dedicou-se ao jornalismo tendo assinado várias matérias e colunas sobre cultura brasileira para revistas e jornais franceses. Este ano foi homenageada pela escola de samba carioca Borboleta da Rocinha, cujo tema foi exatamente "Tem Francesinha no Salão".

Quem se lembra?

(foto reprodução)

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

PERFUME DE GARDÊNIA...

Além dos desafios naturais proporcionados pela adolescência, quem foi jovem ali pelo final dos sixties enfrentava mais um problema, este de natureza mais prosaica. E a tarefa era mais inglória para quem queria marcar presença e criar identidade junto ao público feminino.

No tocante à perfumaria masculina as poucas opções eram de uma pobreza total, ao contrário do que ocorreria de meados dos anos 70 em diante. É, no entanto, importante lembrar que para os homens daquela época, cuidados pessoais se restringiam ao obrigatório trio espuma/loção após-barba/lavanda e quando muito um creme para cabelo (ei, quem se lembra de Biorene?). Creminhos hidratantes, shampoos especiais, sabonetes masculinos, loções após-banho, nem em sonhos ou no melhor dos devaneios.

Pessoalmente, ali pelos quinze/dezesseis anos, tinha que me virar com o estoque de meu pai que às vezes variava do English Lavender da Atkinsons inglesa (sua linha favorita) ou um eventual Bond Street (Yardley); e isto para me livrar do quase onipresente e nauseabundo Lancaster argentino que tresandava a quilômetros de distância, presença obrigatória em qualquer festinha hi-fi que se prezasse.

Creio que foi ali por 1970 que minha irmã me presenteou com um kit que eu usaria por muitos anos: o lendário conjunto de desodorante, sabonete e loção Rastro, criação de Aparício Basilio da Silva e o primeiro perfume nacional realmente voltado para o universo masculino, em que pese a embalagem cor de rosa e o inconfundível aroma cítrico. Um clássico, sem dúvida.

Creio que também é da mesma época o Trés Brütt de Fabergé - o legítimo, convenhamos - a linha da Yardley ou o Pour Homme de Paco Rabanne. Havia outros é claro, dependendo do bolso e coragem de cada um, mas desses principalmente é que a memória olfativa me permite recordar.

(fotos reprodução)

sábado, 28 de novembro de 2009

A DIVINA ELIZETH CARDOSO....

Elizete Moreira Cardoso nasceu em São Francisco Xavier, perto do morro de Mangueira, no Rio de Janeiro, em 16 de Julho de 1920. o pai, seresteiro, tocava violão e a mãe gostava de cantar. Pouco antes de completar seis anos estreou cantando no rancho "Kananga do Japão"; aos oito já cobrava ingresso (10 tostões) da garotada da vizinhança para ouvi-la cantar os sucessos de Vicente Celestino.

Cedo precisou trabalhar e, entre 1930 e 1935, foi balconista, peleteira, funcionária de uma fabrica de saponáceos e cabeleireira, ate ser descoberta, na festa de seu 16º aniversÁrio, por Jacob do Bandolim, que a convidou para fazer um teste na Rádio Guanabara. Apesar da oposição inicial do pai, apresentou-se em 18 de agosto de 1936 no "Programa Suburbano", ao lado de Vicente Celestino, Araci de Almeida, Moreira da Silva, Noel Rosa e Marília Batista. Na semana seguinte foi contratada para um programa semanal da mesma rádio.

Passou depois pela Rádio Educadora, programa "Samba e Outras Coisas", e por outras emissoras do Rio de Janeiro. Mas, como os salários eram baixos, começou a fazer shows em circos, clubes e cinemas, apresentando um quadro com Grande Otelo, que se repetiria por quase dez anos: "Boneca de piche" (Ari Barroso e Luís Iglesias). O sucesso das apresentações e seu talento de passista lhe valeram o convite para ingressar como sambista em uma companhia de revista, onde conheceu Ari Valdez, com quem se casou no final de 1939.

O casamento durou pouco, resolveu então trabalhar em boates como taxi-girl, atividade que exerceria por muito tempo. Em 1941, tornou-se crooner de orquestras, chegando a ser uma das atrações do dancing Avenida, que deixou em 1945, quando se mudou para São Paulo para cantar no Salão Verde e para apresentar-se na Rádio Cruzeiro do Sul, no programa "Pescando Humoristas".

Regressou ao Rio de Janeiro em meados de 1946 e voltou a atuar como crooner no Avenida eem outros dancings até ser contratada pela Rádio Mauá para o programa "Alvorada da Alegria", em 1948, mas logo a seguir transferiu-se para a Rádio Guanabara. Em 1950, graças a Ataulfo Alves, gravou pela primeira vez na Star, cantando Braços vazios (Acir Alves e Edgard G. Alves) e Mensageiro da saudade (Ataulfo Alves e José Batista), mas não chegou a ter êxito: o disco foi logo tirado de circulação por defeitos técnicos. O sucesso veio na segunda gravação, realizada na Todamérica em 1950, com a música Canção de amor (Chocolate e Elano de Paula), tendo no outro lado do disco o samba Complexo (Wilson Batista).

O grande êxito de Canção de amor levou-a a Rádio Tupi e, em 1951, a uma participação no primeiro programa de televisão no Rio de Janeiro (TV Tupi) e nos filmes Coração materno, de Gilda de Abreu, e É fogo na roupa, de Watson Macedo. Ainda em 1951, foi contratada pela Rádio Mayrink Veiga e pela boate Vogue, e gravou um dos seus maiores sucessos, Barracão (Luís Antônio e Oldemar Magalhães).

Em 1952, além de atuar no filme O rei do samba, de Luís de Barros, gravou Maus tratos (Bororó e Dino Ferreira) e Nosso amor, nossa comédia (Erasmo Silva e Adolar Costa). Em 1953 participou do show Feitiço da Vila, na boate Casablanca, no Rio, estreando-o em São Paulo no ano seguinte, quando foi contratada pela Rádio e TV Record. Ainda em 1954, deixou a Rádio Tupi e foi para a TV Rio; logo depois gravou seu primeiro LP pela Todamerica e apresentou-se no Uruguai.

No ano seguinte, trabalhou em outro filme, Carnaval em lá maior, de Ademar Gonzaga, e lançou seu primeiro LP, Canções a meia-luz com Elizeth Cardoso (Continental). Passou, em 1956, para a gravadora Copacabana, onde lançou a maior parte de seus grandes sucessos, Fim de noite e Noturno. Em 1958, trabalhou nos filmes Na corda bamba, de Eurides Ramos, Com a mão na massa, de Luís de Barros, e Pista de grama, de Haroldo Costa. Nesse mesmo ano, lançou na etiqueta Festa o LP Canção do amor demais, disco considerado inaugural da bossa nova, pois era todo dedicado as musicas de Tom Jobim e Vinícius de Morais, alem do acompanhamento ao violão de João Gilberto em Chega de saudade e Outra vez.

Em 1959, gravou para o filme Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, as canções Manha de Carnaval e Samba de Orfeu. No inicio da década de 1960, estreou o programa Nossa Elizeth, na TV Continental, do Rio de Janeiro. Em fevereiro de 1960, após o lançar o disco Magnifica, foi contratada pela Rádio Nacional, no programa Cantando pelos Caminhos. Em seguida, lançou o disco Sax voz e apresentou-se em Buenos Aires e em Portugal; na volta lançou um dos LPs mais vendidos em toda sua carreira, Meiga Elizete.

Em 1961, aproveitando o sucesso dos discos anteriores, lançou Meiga Elizeth n.º 2, e Sax voz n.º 2, sem muita repercussão se comparados ao LP Elizeth interpreta Vinícius (1963). A 16 de novembro de 1964, após lançar o quinto disco da serie Meiga Elizeth, deu um importante recital no Teatro Municipal, de São Paulo, interpretando as Bachianas brasileiras n.º 5 (Villa-Lobos), e, em março do ano seguinte, participou do espetáculo Rosa de ouro, que deu origem ao LP Elizeth sobe o morro, um marco da discografia brasileira.

Ainda em 1965, em agosto, iniciou na TV Record, de São Paulo, o programa Bossaudade, que teve grande êxito por quase dois anos. Terminou o ano de 1965 participando do espetáculo Vinícius, poesia e canção, no Teatro Municipal de São Paulo. Em 1966, participou da delegação brasileira ao Festival de Arte Negra, em Dacar, Senegal, e no ano seguinte lançou pela Copacabana o LP A enluarada, com participação especial de Pixinguinha, Cartola, Clementina de Jesus e Codo.


Em fevereiro de 1968 realizou no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, um espetáculo com o Zimbo Trio, Jacó do Bandolim e seu conjunto Época de Ouro; o show, produzido por Hermínio Bello de Carvalho para o Museu da Imagem e do Som, do Rio de Janeiro, foi gravado ao vivo em 2 LPs. Ainda em 1968, realizou com o Zimbo Trio uma longa excursão pela América Latina para divulgar a MPB.

Um ano depois gravou Sei lá, Mangueira (Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho), foi convidada pela OEA para participar, com o Zimbo Trio, do Festival Interamericano de Musica Popular, em Buenos Aires, realizou shows nas boates Blow-Up, em São Paulo, e Sucata, no Rio de Janeiro, lançando o LP Elizeth e Zimbo Trio balançam na Sucata, e, por fim, já no final do ano, estreou novo show no Sucata, com mais um disco gravado ao vivo: É de manhã.

Participou de uma tourneé pelos EUA, em abril de 1970, junto com o Zimbo Trio e, no ano seguinte, lançou dois LPs com Silvio Caldas, onde cada um canta alguns dos sucessos do outro. Em 1973, apresentou o programa Sambão, pela TV Record, de São Paulo, que ficou cerca de um ano e meio no ar.

Em 1974 foi homenageada pela Escola de Samba Unidos de Lucas, que obteve o segundo lugar no desfile com o tema Mulata maior, a Divina, e teve sua interpretação de Carolina (Chico Buarque) incluída no filme francês "O jogo com o fogo", de Alain Robbe-Grillet. No inicio de 1975 apresentou-se com imenso sucesso em Paris, no Festival do Mercado Internacional de Discos e Editoras Musicais (MIDEM). No ano seguinte, passou a apresentar o programa Brasil Som 7, na TV Tupi de São Paulo, e lançou Elizeth Cardoso, ainda pela Copacabana.

Em setembro de 1977 fez uma tourneé pelo Japão, onde gravou o LP Live in Japan (Global Records). Em 1978, realizou sua segunda excursão pelo Japão, gravando um LP duplo ao vivo, lançado apenas em 1982 pela Victor. De volta ao Brasil, lançou o álbum duplo A cantadeira do amor, o ultimo pela Copacabana, gravadora na qual lançou 31 LPs e 25 discos 78 rpm. Em 1979, na Som Livre, lançou O inverno de meu tempo. Ainda em 1979, em uma produção de Hermínio Bello de Carvalho, apresentou-se com a Camerata Carioca, dirigida por Radamés Gnattali; inaugurando uma parceria que se estenderia ate suas ultimas gravações.

Em 1980, após excursionar pela Argentina, percorreu o Brasil com o Projeto Pixinguinha da Funarte, e em dezembro estreou, no Teatro João Caetano, o espetáculo Vida de artista, que deu origem ao LP Elizethissima (Som Livre). Em 1981 participou do Projeto Seis e Meia e do Projeto Pixinguinha. No inicio de 1982 estreou no Rio de Janeiro o espetáculo Reencontro e lançou seu terceiro LP pela Som Livre: Outra vez.

Em 1983 apresentou-se com a Orquestra de Câmara do Recife e, depois, com a Camerata Carioca, no show Uma rosa para Pixinguinha, na Funarte do Rio de Janeiro, o que lhe rendeu um LP, lançado poucos meses depois. No ano seguinte estreou no Rio de Janeiro o espetáculo Leva meu samba, promovido pela Funarte, em homenagem aos 15 anos da morte de Ataulfo Alves, levou o espetáculo para o Nordeste e, depois, para São Paulo, onde o show foi gravado pelo selo Eldorado, mas lançado apenas em maio de 1985.

Em 1986, em comemoração aos seus 50 anos de carreira, estreou no Scala do Rio de Janeiro o espetáculo Luz e esplendor e lançou um disco de mesmo nome, pela Arca Som. Em agosto de 1987, com o Zimbo Trio, o Choro Carioca e Altamiro Carrilho, realizou sua terceira e mais longa excursão pelo Japão, quando descobriu que estava com câncer.

Durante quase sete décadas de vida artística, interpretou quase todos os gêneros, tendo-se fixado no samba, que cantava com extraordinária personalidade, o que lhe valeu vários apelidos como A Noiva do Samba-Canção, Lady do Samba (pelo seu donaire ao cantar) e outros como Machado de Assis da Seresta, Mulata Maior, A Magnifica (apelido dado por Mister Eco), a Enluarada (por Hermínio Bello de Carvalho). Nenhum desses títulos, porem, se iguala ao criado por Haroldo Costa e que permaneceu para sempre ligado ao seu nome – A Divina. Faleceu em 07 de Maio de 1990.

(Texto Enciclopédia da Música Brasileira/Foto reprodução)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O VELHO E BOM "MANHATTAN"...

Por muitos anos e quando era frequentador de bons bares, o Manhattan foi meu drinque preferido. Até hoje por sinal, mas atualmente bebo bem menos do que mereço. Conta a história que foi inventado por um certo Dr. Ian Marshall no início da década de 1870 no Clube Manhattan em Nova Iorque, num banquete em honra do presidenciável americano Samuel J. Tilden e promovido por Jennie Jerome, Lady Randolph Churchill e mãe do famoso premier inglês, Winston Churchill.

Com o sucesso do banquete, o drinque logo se tornou obrigatório no mundo dos colunáveis americanos que se referiam a ele como "o coquetel do Manhattan". Como história, ótima, mas como na maioria dos mitos não resistem a observações mais acuradas: na época do tal banquete, Lady Churchill estava na França e grávida; portanto soa mais como ficção mas que valoriza tremendamente a lenda da criação do coquetel.

Basicamente, o Manhattan é uma combinação de uísque americano (rye, bourbon ou Tennessee), vermute italiano e angustura bitter, encimado por cerejas.

Para alguns especialistas é um dos seis drinques clássicos do homem moderno: forte, urbano e simples.

É também conhecido como "o rei dos coquetéis". Mas produzir um bom Manhattan não é tarefa para amadores e as receitas dos grandes barmen variam ao longo do tempo.

As divergências vão da proporção do uísque, vermouth (doce ou seco?) e a quantidade exata de gotas de angustura, o uso ou não de cerejas ao maraschino ao debate se batido em coqueteleira ou servido simplesmente mexido e on the rocks?

Mas num ponto quase todos concordam: Manhattan só em copos old fashioned, nunca em taça, muito embora tenham aparecido tantas variações que até um drinque feminino foi criado baseado na receita original, o cosmopolitan, ( uma dose de brandy substituindo o uísque e outra de vermouth doce) celebrizado na série televisiva Sex and The City.

Dentre todas as variações - Rob Roy, Dry Manhattan, Perfect Manhattan, Brandy Manhattan, Ruby Manhattan, Metropolitan, Cuban e Latin Manhattan - vai abaixo minha receita pessoal:

- Uma dose generosa de Jack Daniels
- Uma dose normal de vermute seco
- Duas gotas (não mais...) de Angustura Bitter
- Uma rodela de casca de laranja amarela
- Duas azeitonas

Numa coqueteleira com três pedras de gelo, mistura-se gentilmente as doses de bourbon e do vermute. Deita-se o conteúdo num copo para drinks old fashioned. Espreme-se o sumo da casca de laranja por cima e completa-se com as duas gotas de angustura e as azeitonas. É também conhecido como Dry Manhattan.

Sugiro beber ao som de qualquer coisa de Frank Sinatra ou Diana Krall, mas Tony Bennett ou Madeleine Peyroux são também toleráveis. Bem, a companhia aí é por sua conta...

(foto reprodução)

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

SAUDOSOS DOCKSIDES...

"O estilo é o homem", já proclamava o naturalista Lord Buffon, 350 anos atrás. E em termos de estilo nada se compara aos anos 60, quando algumas marcas de roupas, calçados e perfumes estabeleceram um novo patamar para o mundo masculino, rompendo de vez com a caretice e o formalismo dos anos 40 e 50, privilegiando antes de mais nada conforto, praticidade e resistencia.

Entre esses, pouca coisa se compara com a criação dos famosos calçados docksides. Lançado em 1947 para uso náutico, o calçado basicamente partia do corte largo de uma só peça de couro amarrada com rústicos cadarços que trespassavam ilhoses de latão, sobre um solado de borracha branca anti-derrapante.

Dois mandamentos básicos orientaram sua criação: ser ultra confortável e resistente à agua do mar. Reza ainda a lenda - e todo bom produto que se preze tem direito a uma lenda ou mito - que seu famoso solado deve seu design às linhas copiadas da sola das patas do cachorro do criador do calçado.

Por mais de duas décadas os docksides frequentaram os conveses dos grandes veleiros e iates, calçando pés de cabeças iluminadas do mundo empresarial, político, artístico, milionários e playboys famosos, fazendo parte da imagem edulcorada do homem de sucesso dos anos 50 e 60. A partir de 1970 o fabricante americano Sebago resolveu popularizar a marca, lançando o produto para os simples mortais.

No Brasil o modelo só veio a ser largamente consumido nos anos 80, quando a Samello adquiriu os direitos de fabricação do docksides no país. Junto com a camisa polo e a calça de sarja, o docksides fazia o trio perfeito do estilo casual que vigorou naquela década. Com o passar dos anos e mesmo no vai e vem da indústria da moda, o velho e bom dockside resiste bravamente aos modismos passageiros. Um clássico do vestuário masculino, sem dúvida.

(foto reprodução)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

WALTER, O IDOSO...(*)



Provavelmente todos nós temos um na família. E um alerta para que nós, quase sessentões, não nos tornemos um deles...

* (Colaboração NirLandk)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

AFINAL,O QUE ELAS QUEREM DE NÓS...?

Assunto recorrente em qualquer rodinha masculina: afinal, o que as mulheres querem de nós?
O problema é que sempre perguntamos ou nos queixamos aos homens, que, como sempre, nada sabem o que rola na cabeça e no universo das mulheres. Portanto, aqui vai uma lista pescada de um fórum de assuntos femininos. Leiam e aprendam...

Eu quero um homem que... – Lista original, aos 22 anos:

1. Seja lindo,
2. Encantador,
3. Financeiramente estável,
4. Um bom ouvinte,
5. Divertido,
6. Em boa forma física,
7. Se vista bem,
8. Aprecie as coisas mais finas,
9. Faça muitas surpresas agradáveis,
10. Seja um amante criativo e romântico.
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Eu quero um homem que... – Lista Revisada (aos 32 anos)

1. Seja bonitinho,
2. Abra a porta do carro e afaste a cadeira pra eu me sentar,
3 Tenha dinheiro o suficiente para um jantar agradável
4. Ouça mais do que fale,
5. Ria das minhas piadas,
6. Carregue as sacolas do mercado com facilidade,
7. Tenha no mínimo uma gravata,
8. Aprecie comida caseira,
9. Lembre de aniversários e datas especiais,
10. Procure romance pelo menos uma vez por semana.
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Eu quero um homem que... – Lista Revisada (aos 52 anos)

1. Não seja muito feio,
2. Espere eu me sentar no carro antes de começar a acelerar,
3. Tenha um emprego fixo - goste de jantar fora ocasionalmente,
4. Balance a cabeça enquanto eu falo,
5. Geralmente se lembre das frases mais engraçadas de algumas piadas,
6. Esteja em boa forma pelo menos para mudar a mobília de lugar,
7. Use camisetas que cubram sua barriga,
8. Não compre cidra achando que é champagne,
9. Se lembre de abaixar a tampa da privada,
10. Faça a barba quase todos os finais de semana;
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Eu quero um homem que... – Lista Revisada (aos 62 anos)

1. Corte os pelos do nariz e das orelhas,
2. Não coce nem cuspa em público,
3. Não pegue dinheiro emprestado o tempo todo,
4. Não balance a cabeça até dormir enquanto eu estou reclamando,
5. Não conte a mesma piada o tempo todo,
6. Esteja em boa forma para conseguir levantar da poltrona nos finais de semana,
7. Normalmente use uma meia combinando com a outra e cuecas limpas,
8. Aprecie um bom jantar a frente da TV,
9. Lembre do meu nome de vez em quando,
10. Faça a barba em alguns finais de semana.
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Eu quero um homem que... – Lista revisada (aos 72 anos)

1. Não assuste as crianças pequenas,
2. Lembre onde fica o banheiro,
3. Não peça muito dinheiro,
4 Ronque bem baixinho quando dorme,
5. Lembre o porquê de estar rindo,
6. Esteja em boa forma para ficar de pé sozinho,
7. Normalmente use um pouco de roupa,
8. Goste de comida macia,
9. Lembre onde deixou seus dentes,
10. Saiba quando é fim de semana.
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Eu quero um homem que... – Lista Revisada (aos 82 anos)

1. Quero um homem que Respire...

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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

POR "LA CUBA LIBRE"...!

Um dos drinques de eleição da moçada jovem do final dos anos 50 e início dos 60, o Cuba Libre tem sua origem numa história muito interessante.

Consta que o coquetel foi criado em torno de 1901/1902 durante a guerra Americana-Espanhola, quando soldados do US Signal Corps estavam reunidos num bar da Velha Havana e um capitão pediu ao garçom uma mistura então inusitada: um copo alto cheio de gelo, uma dose de rum Bacardi Oro, uma fatia de limão, complementado com coca-cola.

Reza a história que o tal capitão bebeu o drinque com tal deleite que impressionou a seus soldados que não demoraram a querer provar a tal mistura. Em meio a seguidas rodadas, um deles mais animado resolveu fazer um brinde "Por Cuba Libre", celebrando a então recente liberação da ilha da Espanha.

Como charme e mitologia, muito interessante. Mas não resiste à menor investigação histórica: a guerra Americana-Espanhola foi travada em 1898 assim como é o ano da independência cubana. Os Rough Riders - regimento de Cavalaria de Voluntários, criado para lutar em Cuba - deixaram a ilha em setembro de 1898. E o mais importante, a coca-cola só foi aparecer em Cuba em torno de 1900.

Teddy Roosevelt e os Rough Riders, Cuba, 1898.

Histórias e mitos à parte, tecnicamente o Cuba Libre é considerado por especialistas como um "highball drink", isto é, um coquetel constituido de rum, limão, pedras de gelo e coca-cola devidamente misturado e servido em copos altos. Alguns puristas consideram conveniente somente o rum carta oro; outros toleram a muito custo o carta blanca.

As divergências começam quando o drinque deve ser misturado em coqueteleira ou servido diretamente no copo. Aqui, outra discussão: para experimentados barmen Cuba Libre em copo baixo é inaceitável.

Por ironia, o coquetel é conhecido atualmente em Cuba como "la mentirita" pois a ilha nunca foi realmente livre. Mas preferencias, purismos e discussões de lado, o que interessa é que ainda hoje, vez por outra numa tarde de verão escaldante o velho e bom Cuba Libre ainda cai muitíssimo bem.



Se possível ao lado de excelente companhia. Como música de fundo e para quem gosta do gênero, sugiro Eydie Gourmé e Trio Los Panchos, apenas para compor a cor local. Tin.. tin...

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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

O 'RANGO' DO EDGAR VASQUES....

Um dos efeitos colaterais dos chamados "anos de chumbo" - ou os anos do governo militar (1964-1985) foi o aparecimento de uma legião de bons cartunistas bem engajados politicamente. E um dos melhores deles foi o gaúcho Edgar Vasques.

Formado em Arquitetura, Edgar começou ainda estudante a trabalhar como chargista de esporte do jornal Correio da Manhã, ainda em 1968. Por volta de 1970 criou para a revista Grillus, órgão da Faculdade de Arquitetura o personagem de um esfomeado de barriga inchada que vivia no meio de um lixão e que tinha por hábito fazer observações ácidas e irônicas sobre a desigualdade social brasileira.

"Rango", este o nome do personagem, logo transpôs o limite do círculo universitário indo parar nas páginas de vários jornais da imprensa alternativa, e em 1973 apareceu nas páginas da Folha da Manhã ao substituir o cronista Luis Fernando Veríssimo, então em férias.

Com o sucesso das tiras, passou a ter lugar próprio na página de quadrinhos do jornal, sempre ironizando a miséria crescente, a propaganda oficial e a alienação do grande público para os grandes temas de debates nacionais. E isto em plena vigência da ditadura militar...

Em 1974, uma tentativa mal sucedida de fundar uma agência de publicidade com dois amigos - Paulo de Almeida Lima e Ivan Pinheiro Machado - deu ensejo à publicação do primeiro volume do "Rango" reunindo o material já publicado, criando daí a L&PM Editores, hoje uma das maiores editoras brasileiras e responsável pela edição de quase toda obra de Edgar Vasques.

O primeiro livro do Rango teve prefácio de Érico Veríssimo e foi um dos livros mais vendidos da Feira do LIvro de Porto Alegre, algo inédito para uma publicação de quadrinhos, abrindo espaço para outros humoristas gaúchos como o próprio Luis Fernando Veríssimo, Santiago, Renato Canini, e Guaracy Fraga em termos nacionais.

Até 1981 foram publicados sete livros do Rango, sempre em formato horizontal, celebrizando figuras como o filho do Rango (menino de rua sem nome), Boca 3 (um cachorrinho falante), Chaco (um índio latino-americano), Baba (um bêbado que vive numa lata de lixo) e Cândido, o perguntador contumaz.

Mas Edgar Vasques tornou-se mesmo conhecido nacionalmente com a produção das tiras do Analista de Bagé, de autoria de Luis Fernando veríssimo e publicados na revista Playboy, onde ele inovava ao usar técnicas de aquarela nos quadrinhos.

Edgar Vasques continua na ativa como participante de vários livros de humor e quadrinhos, além de se destacar como ilustrador e artista plástico.

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domingo, 15 de novembro de 2009

QUEM SE LEMBRA DE....

...Adriana Prieto?

Adriana Prieto nasceu em Buenos Aires em 1950, filha de pai chileno e mãe brasileira, e veio para o Brasil aos quatro anos de idade.

Menina reservada, apenas revelava que era filha de um pai ausente, um irmão homossexual e uma mãe a quem rejeitava, mas com a qual se preocupava, apesar de a terem mandado para um internato de freiras. Num dos raros desabafos, com a amiga Márcia Rodrigues, contou que essas mesmas freiras a molestaram, o que teria reforçado sua fragilidade, abreviado sua infância e, talvez a tenha impedido de desenvolver a sexualidade de maneira livre e boa.

Adriana não se despia na frente das amigas, todas adolescentes desinibidas criadas à beira da praia do Rio de Janeiro; curiosamente, deixou para fazê-lo mais tarde nas telas. Nem tampouco falava de sexo, assunto quase que predominante naquele mundinho feminino cheio de fogo e de curiosidade em relação aos homens.

Seu irmão Carlos, segundo conta a amiga e atriz Márcia Rodrigues, tomou Adriana como "projeto de vida". Era evidente o esforço excessivo que Adriana fazia para caber naquele personagem anacrônico, híbrido, que o irmão escrevera para ela: ele a maquilava, escolhia suas roupas, a ensaiava e ensinava a imitar atitudes, gestos, olhares de Marlene Dietrich. E Adriana se deixava guiar pelo sonho do irmão, que nascera desejando ter sua beleza, seu talento e seu sexo. E lá ia ela, atuando, até certo ponto, como uma Greta Garbo de subúrbio, como diria, talvez, Nelson Rodrigues.

Na tela, o que predominava era seu frescor, seu talento. Quando ela ganhou seu primeiro dinheiro de verdade, investiu em um apartamento em Copacabana, onde instalou mãe e irmão.

Sua estréia no cinema já foi com destaque, no filme cult de Nelson Pereira dos Santos, `El Justiceiro`, em 1967. A atriz tem apenas pequenas passagens pela TV, sendo o cinema o seu veículo escolhido. E foi nele que construiu uma carreira de 18 filmes e trabalhou, entre outros, com nomes fundamentais do Cinema Novo como o citado Nelson, David Neves, Roberto Santos e Arnaldo Jabor.



A atriz, que ao estrear em "El Justiceiro" ganhou o prêmio Governador do Estado, recebeu o prêmio `Air France` em 1971 por "Lúcia McCartney - Uma Garota de Programa". Adriana Prieto tem momentos marcantes também em "Os Paqueras"; "Memórias de Helena"; "O Palácio dos Anjos"; "Um Anjo Mau", "A Viúva Virgem" e "O Casamento", seu impactante último trabalho.

Adriana participou dos filmes:

- El Justiceiro (1967), de Nelson Pereira dos Santos;
- A Lei do Cão (1967), de Jece Valadão;
- As Sete Faces de Um Cafajeste (1968), de Jece Valadão;
- Os Paqueras (1969), de Reginaldo Farias;
- As Duas Faces da Moeda (1969), de Domingos de Oliveira;
- A Penúltima Donzela (1969), de Fernando Amaral
- Balada da Página Três (1968), de Luiz Rosemberg;
- Memórias de Helena(1969), de David Neves;
- Uma Mulher Para Sábado (1971), de Maurício Rittner;
- O Palácio dos Anjos (1970), de Walter Hugo Khouri;
- As Gatinhas (1970), de Astolfo Araújo;
- Ipanema Toda Nua (1971), de Líbero Miguel;
- Lúcia McCartney - Uma Garota de Programa (1971), de David Neves;
- Soninha Toda Pura (1971), de Aurélio Teixeira;
- Um Anjo Mau (1972), de Roberto Santos;
- A Viúva Virgem (1972), de Pedro Carlos Róvai;
- Ainda Agarro essa Vizinha (1974), de Pedro Carlos Róvai;
- O Casamento (1975), de Arnaldo Jabor.

Adriana Prieto teve morte trágica, na véspera de Natal de 1975, vítima de um acidente de automóvel.

Fonte: site Mulheres do Cinema Brasileiro.