quarta-feira, 10 de junho de 2015

VIDEOTECA BÁSICA.

Conte Comigo (You Can Count on Me, EUA, 2000)

Um dos meus filmes de cabeceira, com um ascendente Mark Ruffalo, considerado na época como a promessa de um novo Marlon Brando e que depois descambou para papéis sem maior relevância e a sensacional Laura Linney, em atuação absolutamente primorosa e no ápice de sua carreira. E vamos à resenha:

"Dramas familiares, quando bem explorados, dão sempre bons filmes. Mas se o cineasta pesar a mão corre-se o risco de o que poderia ser um belo filme virar uma novela mexicana. Não é o caso de Conte Comigo, estréia na direção do dramaturgo Kenneth Lonergan. Aqui temos a história de dois irmãos, Sammy (Laura Linney) e Terry (Mark Ruffalo) que ficaram órfãos na infância. Já crescidos cada um tomou seu rumo, mas sem perder totalmente o contato. Sammy continuou vivendo na pequena cidade onde sempre viveu, trabalhando em um banco e com um filho pequeno para criar. Ela vai tocando sua vida, sem grandes emoções até receber a visita do seu irmão Terry. Este, ao contrário da irmã, prefere manter distância da cidade natal. Viajando pelo mundo, sem rumo, Terry tem comportamento autoestrutivo, sempre se metendo em confusões, ele não consegue criar vínculos com as pessoas ou com algum lugar.



O reencontro entre Sammy e Terry trará a tona muitos sentimentos aprisionados. Sammy, mesmo sabendo do comportamento irresponsável do irmão, fica feliz com sua volta, principalmente por perceber que a figura masculina do irmão faz bem para o seu filho. Já Terry, por mais que não goste da vida naquela cidade, vê na casa da irmã um porto seguro ao qual ele pode recorrer num momento tumultuado de sua vida. Assim, a relação entre os dois irmãos vai sendo mostrada de forma simples, mas carregada de sensibilidade por Kenneth Lonergan.

O principal mérito do cineasta foi criar personagens críveis, com os quais as pessoas comuns podem se identificar. É perceptível que a perda precoce dos pais, afetou de alguma maneira a formação dos dois irmãos, mas nem por isso eles se tornaram os seres mais desajustados do mundo. O roteiro de Lonergan também é feliz em equilibrar as diferentes personalidades Sammy e Terry. Ela não é uma santa e ele não é um completo irresponsável. Sammy, como diz Terry em certo momento, é mais perdida que ele. Pois sua vida aparentemente normal esconde uma mulher insegura e cheia de dúvidas. E Terry, por trás de sua rebeldia, existe algum senso de lealdade e uma forma prática de encarar a vida.

Com um roteiro pautado em diálogos do cotidiano, mostrando os altos e baixos da relação dos irmãos, Lonergan consegue transpor para a tela os sentimentos mais íntimos daquelas personagens. E que de alguma maneira são reais, com problemas reais, que não vão se resolver da noite para o dia. Lonergan também explora ao máximo o seu ótimo elenco, encabeçado por Laura Linney e Mark Ruffalo com interpretações inspiradíssimas, estabelecendo uma boa dinâmica entre os irmãos, especialmente nas cenas em que eles se abrem um com o outro.

Vale citar uma cena em que Sammy chama um padre (interpretado pelo próprio Lonergan) para dar conselhos ao irmão. Dessa forma, Conte comigo, se destaca entre os demais filmes do gênero, por não apresentar uma solução clichê, aliás, o filme não busca solução para os problemas dos irmãos, eles apenas existem. Mas ao final de tudo, aquele reencontro mexe com os sentimentos de ambos, de modo que Terry e Sammy não mudam totalmente suas vidas, mas ambos se tornam mais íntimos, cada vez mais próximos e o amor entres eles é o que continuará os unindo para sempre. Eles sempre terão um ao outro."

(transcrição de texto de Lady Rá)

terça-feira, 2 de junho de 2015

APENAS UMA AVENTURA BANAL.

Sejamos honestos, tem palavrinha mais desgastada ultimamente do que “aventura“? Talvez só rivalize mesmo com “superação”, aspas minhas. Há hoje uma supervalorização e superexposição das tarefas ou das ações mais básicas e cotidianas.  Seja um passeio de bicicleta dominical no parque ou um prosaico banho de cachoeira à beira de uma estrada de asfalto, tudo se converte em “aventura” ou “superação”. Se bem que com o perigo que hoje representam nossos espaços públicos ou até mesmo um passeio de fim de semana, reconheço que há  uma certa dose de coragem para frequentá-los.

Etimologicamente, o termo aventura deriva do latim ad venture e significa literalmente “o que vem pela frente”.  Assim, podemos inferir que quem se arrisca numa aventura deve estar preparado para o que der e vier. Outro significado, este latu sensu, seria o de entregar-se à ventura, ao acaso, à própria sorte. Mas atuando em ambiente controlado dos riscos existentes, pelo menos em princípio. Diferencia-se portanto da atividade radical onde os riscos não podem ser controlados. Um exemplo, andar de moto na cidade implica riscos, é claro. Mas que podem ser administrados ou diminuídos pela habilidade de condução, experiência do piloto, equipamento de segurança apropriado, capacidade de se antecipar a situações perigosas, etc. Já numa competição de motocross os riscos não são todos controláveis, há sempre o imponderável a cada salto ou curva. É uma atividade radical. E por aí vai...

O americano Joshua Slocum, o primeiro a circunavegar a terra em solitário de barco.(1895-98)

No Brasil há uns 30 anos atrás começou essa história do culto à aventura; no mundo um pouco mais. Não que ela não existisse, sempre esteve por aí.  Dezenas ou centenas de verdadeiros aventureiros cruzaram os céus em mambembes artefatos aéreos, navegaram por oceanos em barcos que eram potenciais naufrágios iminentes, percorreram desertos e infinitas highways nos mais diversos veículos  de duas e quatro rodas que desafiaram o bom senso.

Mas o que mudou mesmo foi a ideia de profissionalização e, consequentemente com ela, veio a industrialização da aventura, cujo maior responsável foi a tecnologia. De repente, e estamos falando da aventura long range, de longo alcance, se estabeleceu a cultura que uma grande viagem de moto só seria possível com uma big trail  recheada de equipamentos, caríssimos, pneus especiais e sobrecarregada de malas, mochilas e roupas de grifes especializadas. Uma travessia marítima requeria barcos especialíssimos, construídos de materiais sofisticados como ligas de alumínio ou composites de última geração, e de caríssimos equipamentos de navegação eletrônicos.

Viagens por terra passam a requerer Land Rovers quase vergados ao peso de tantos equipamentos próprios para “expedições”: para choques, guinchos, peitos de aço, pneus off road, bagageiros, faróis de milha, rádios e instrumentos de navegação por terra, etc. E assim por diante em qualquer outra atividade como cicloturismo, aviação ultraleve, etc, etc.


A abordagem  cult dos “new adventurers” e a proliferação dos profissionais da área promoveram o aparecimento da indústria da aventura. Equipamentos de localização como GPS e trackers, celulares por satélite e localizadores de  emergência; roupas especiais para altas altitudes ou calor extremos, alimentação desidratada e balanceada, por exemplo,  deram segurança e incentivo a que mais e mais gente se lançasse aos seus desafios pessoais, agora em ambiente hostil mais controlado e dotado de mais conforto. Atualmente, cegos já subiram ao topo do Everest, outro deu a volta à Terra em solitário num veleiro,  adolescentes de 15 anos já pedalaram volta ao mundo. Pequenas aeronaves ultraleves e balões circundaram o planeta; mergulhadores já chegaram aos quase limites do fundo do oceano. Ciclistas já cruzaram todos os continentes, motobikers já deixaram seus rastros por todas as estradas do mundo; voadores de todas as espécies já deram mais colorido aos céus.

Sinal dos tempos ou não, num mundo cada vez mais globalizado, interconectado, e com um vastíssimo avanço tecnológico, sobrou muito pouca coisa – ou quase nada hoje em dia – a ser conquistado. A industrialização desmistificou e democratizou o acesso a equipamentos e acessórios, tornando a conquista mais uma questão individual do que uma expectativa coletiva. A tecnologia banalizou a aventura.

(fotos reprodução)


terça-feira, 26 de maio de 2015

ESPUMAS AMARGAS.

É decepcionante descobrir como bebíamos mal. No caso, falo de cervejas. Nosso espírito ufanista, muitas vezes xenófobo, talvez motivado por uma antiga e já perdida hegemonia futebolística (quer dizer, decaímos até nisto...) nos forçou a acreditar que éramos grandes bebedores de cerveja. Os números mostram que não estamos nem entre os dez maiores países num ranking levantado pela prestigiada empresa alemã Bath-Hass Group. Em um universo de 40 países pesquisados, amargamos - desculpem o trocadilho infame - um humilde 17o. lugar, com meros 12 litros per capita/ano.



Mas se perdemos em quantidade estamos aprendendo a ganhar em qualidade. É espantoso o "boom" do mercado cervejeiro no Brasil nos últimos três anos, fenômeno (ou modismo) similar ao acontecido anos atrás, com uísques, vinhos, charutos, etc. Tomar cerveja agora é "très chic", como atestam a proliferação de empórios e importadoras especializadas, dezenas de cursos de degustação e até para "sommeliers" de cerveja.

Outro novo modismo, os "new chefs de cuisine" que caiu no gosto dos jovens de classe média, estão atentos à nova tendência. Abundam (êpa!) por aí restaurantes estrelados e botequins de grife que oferecem vastas cartas de cerveja devidamente harmonizadas com a comida. Prateleiras de livrarias de renome vergam-se ao peso de livros especializados de autores famosos - e para nós ilustres desconhecidos - nos ensinando como melhor desfrutar das nuances de sabores e composições. Longe vai o tempo em que a nossa querida loura gelada era vista apenas como coisa de ogros comedores de carne mal passada em churrascos de fim de semana ou em hordas ululantes em torcidas às portas de estádios de futebol.



Como mais um paradoxo do capitalismo, cervejarias artesanais se tornaram um grande negócio. Só nos EUA são mais de 1.700 catalogadas, sem contar na Europa. No Brasil, cervejarias e marcas artesanais se tornaram oportunidades de negócio para investidores e, como conseqüencia, já amealhamos alguns prêmios importantes lá fora. Hoje, para nós simples mortais, a oferta de marcas e tipos de cerveja é quase infinita. Nas gôndolas de supermercados mais simples ou nos empórios chiques, nós, simples mortais, nos debatemos entre as escolhas da mais simples e manjadas tipo Weiss, Stout, Lager, Pilsener, Bock - sim, cervejeiro que hoje se preze não pede mais pela marca e sim pelo tipo.

Aí, o desafio é descobrir os segredos ocultos de India Pale Ale, uma Dark American Lager, uma Viena, Porter, Amber, Altbier, Wittbier, uma Saison ou Bière de Garde, entre tantas, aquelas que mais lhe convém via paladar e bolso, E neste campo, as possibilidades agora aparentam infinitas. Como todo modismo ou tendência recente alguns excessos foram cometidos na importação e implantação de alguns tipos e marcas de cerveja. Importadores  e produtores estão se dando conta que o brasileiro não comunga muito com a ideia da cerveja encorpada, de alto teor alcoólico e amargor acentuado. Assim, as prateleiras começam a apresentar opções mais razoáveis de textura e sabor, a preços mais acessíveis. Cervejas importadas e artesanais costumam ter preços salgados e bem amargos.

Ok, tudo muito bem, mas e naqueles churrascos de fim de semana na praia ou no sitio, ou nas infindáveis reuniões após o futebol, as renomadas importadas e artesanais têm lugar ?  Achem o que quiserem experts, connaisseurs ou sommeliers, mas neste território as nossas simples, humildes e populares Pilsen de latinha, long neck ou em garrafas ainda são insuperáveis. E tenho dito.

(fotos reprodução Manual do Homem Moderno)

segunda-feira, 25 de maio de 2015

E O VELHO PASQUINEIRAS RIDES AGAIN.


Blogs genéricos como este tendem a desaparecer ou caíram em desuso. Vigoram por aí os autorais, os especializados em política, economia, negócios, artes, moda, gastronomia, turismo, e  espetáculos. No nosso cenário pós-pós moderno as informações cruzam e se entrechocam à razão de milhões por segundo. O mundo se alcança através da portabilidade de um smart-phone, um tablet diminuto.

A facilidade de acesso e manipulação das chamadas mídias sociais deu voz e vez a milhões de pessoas anônimas que hoje administram pages no Facebook, tuítam, trocam imagens e informações instantâneas pelo Whatsapp ou Instagram, além de outras menos votadas.

Ok, Johnny, isso todos nós já sabemos. Então qual é o propósito de trazer das profundezas de sua hibernação um blog de abobrinhas, assuntos genéricos e cultura inútil, muito deles datados e que remontam há quase meio século atrás e escritos numa linguagem empolada, arcaica e superada aos olhos de tantos?  Nenhum, absolutamente nenhum, além de atender o pedido de alguns ex-leitores que sempre se acharam incomodados com a falta do velho Pasquineiras e a curiosidade de alguns futuros e novos, espero.

Portanto, como manda a boa educação, damos as boas vindas aos antigos frequentadores daqui do espaço e saudamos os eventuais novos leitores. É obvio que alguns posts aqui - a maioria, suponho - já estejam com as informações superadas. Aos poucos e com o tempo, vou fazendo uma atualização, de acordo com o interesse de todos.

Enfim, é isso. E vamos em frente que o boteco está aberto novamente. O Pasquineiras se recusa a morrer.

quarta-feira, 20 de março de 2013

CADA VEZ MAIS ÓRFÃOS...

O cantor Emilio Santiago morreu hoje no Rio de Janeiro, aos 66 anos de idade. Internado no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Samaritano, em Botafogo, desde o dia 7 de março devido ao um acidente vascular cerebral, o cantor não resistiu e faleceu ás 6:30 dessa manhã.

Vencedor de diversos festivais de música, Emílio iniciou a carreira na década de 70 e gravou grandes sucessos como "Saygon", "Lembra de mim" e "Verdade chinesa". O último disco do cantor foi "Só danço samba (ao vivo)", lançado em 2012, junto com um DVD. A série "Aquarela brasileira", responsável por aumentar consideravelmente sua popularidade no país, teve mais seis volumes, o último deles lançado em 1995. Um de seus mais importantes trabalhos, "Feito para ouvir", de 1977, foi reeditado pela Dubas Musica em 2009. Outro relançamento em sua carreira aconteceu em 1989 com "Brasileiríssimas", seu segundo disco, originalmente de 1976.



Entre seus maiores sucessos estão "Saigon", "Verdade Chinesa", "Lembra de mim", "Vai e vem", "Tudo que se quer" e "Flor de lis". Seu último disco saiu em 2012, uma versão ao vivo de "Só danço samba", de 2010 – que,  por sua vez, foi o primeiro trabalho do selo Santiago Music. O álbum é uma homenagem ao  "rei dos bailes" Ed Lincoln, trazendo canções que fizeram sucesso nos clubes do Rio de Janeiro nos anos 60, além de músicas atuais de artistas como Mart'nália, Jorge Aragão e Dona Ivone Lara. Ao todo, sua discografia conta com 30 álbuns e 4 DVDs.

Desaparece um pouco com Emilio Santiago a tradição de cantores populares com vozes potentes, harmoniosas e de repertório eclético, cada vez mais raras no cenário da nossa MPB. Nossa aquarela brasileira perde uma de suas mais vibrantes cores. Uma pena...


segunda-feira, 11 de março de 2013

INSUPERÁVEL CHICO...

O álbum Meus Caros Amigos (era assim que se chamava na época) marca sem dúvida a plenitude poético-musical de Chico Buarque de Hollanda. Gravado em 1976 reúne em suas dez faixas o melhor da produção do compositor em temas desenvolvidos para teatro e cinema, além da antológica "O Que Será", onde Chico divide os vocais com Milton Nascimento.



Apoiado por um time dos melhores instrumentistas brasileiros, o disco é de uma qualidade ímpar, talvez nunca mais reprisado pelo compositor. "Mulheres de Atenas" (feita para a peça "Lisa, a Mulher Libertadora" de Augusto Boal, "Vai Trabalhar Vagabundo" - do filme homônimo de Hugo Carvana -, "Passaredo" e "A Noiva da Cidade" temas do filme do mesmo nome dirigido por Alex Vianny, por exemplo, mostram um Chico Buarque maduro, explorado novas sonoridades, sem se afastar de seu estilo de cronista contestador  e observador do comportamento humano. Uma obra prima que merece sempre ser revisitada.

sábado, 9 de março de 2013

O BELLINI...

Faz tempo que a gente não fala aqui de um dos meus hobbies favoritos: coquetéis. E  a bola da vez é o famoso Bellini, criado no não menos incensado Harry´s Bar de Veneza. A rigor, nada mais que uma mistura de vinho espumante (prosecco)e suco de pêssego . Mas que feito por mãos habilidosas nos levam ao êxtase. Como toda bebida clássica, há sempre uma grande e interessante história por trás. E com o Bellini não foi diferente.

Giuseppe Cipriani era bartender no Hotel Europa, em Veneza, tendo como um de seus clientes regulares Harry Pikcering, um abastado jovem americano que se hospedava por um longo período no hotel. Ambos tornaram-se próximos.

Durante a Grande Depressão americana de 1930, Harry se viu em apuros financeiros e forçado a pedir uma soma de dinheiro emprestado ao seu confidente e amigo do outro lado do balcão, a fim de saldar suas dívidas no hotel, prometendo quitar a dívida com o amigo ao retornar da América.

Meses depois, já tendo dado o dinheiro do empréstimo como perdido, Giuseppe foi surpreendido com o retorno do jovem Harry que não só devolvera o dinheiro que tomou emprestado, mas ainda ofereceu sociedade na abertura de um bar em Veneza. Ele entraria com o dinheiro, e Giuseppe com trabalho. A única condição seria que o bar teria seu nome. Em maio de 1931 foi inaugurado o Harry's Bar, na San Marco, 1323 em Veneza.

O Harry's original tinha um pequeno salão de 5 por 9 metros, e um ambiente simples, confortável e acolhedor que logo prosperou. Os anos passaram, e à exemplo Jacopo Bellini, Giuseppe também foi sucedido por seu filho, Arrigo Cipriani, que deu novo impulso para os negócios que hoje, além de mais um andar na casa original de Veneza, possui endereços em Porto Cervo, Londres, Hong Kong, Nova York, Los Angeles, Miami e Las Vegas. De um salão de 54 metros quadrados, a família Cipriani hoje está na 4ª. Geração à frente de um conglomerado que compreende meios de hospedagem sofisticados como clubes, restaurantes, bares, resorts, e serviços de eventos em diversos endereços pelo mundo.

Nomes famosos passaram pelo balcão e mesas do Harry's Bar, em Veneza, onde em 1945 Giuseppe Cipriani criou o famoso coquetel, batizando-o com o nome Bellini três anos depois. A lista de ilustres frequentadores de fato é enorme: Ernest Hemingway, Arturo Toscanini, Charles Chaplin, Winston Churchill, Sumerset Maughan, Marcelo Mastrianni, Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Pablo Picasso e Truman Capote, entre tantos outros.Além dos famosos que frequentaram o Harry's e apreciaram seus Bellinis, outras curiosidades em torno desse mítico coquetel faz dele uma bebida ainda mais especial.

Segundo diferentes fontes, o nome Bellini foi dado ao coquetel em homenagem a dois diferentes pintores venesianos renascentistas. Uma fonte indica Jacopo Bellini (nascido por volta de 1400 e morto em 1470). Outras fontes indicam o pintor Giovanni Bellini (1436-1516) como inspiração para o nome do coquetel. Pouco importa de fato quem está correto, a confusão parece mais interessante que o acerto.

(consulta de texto Carlos Alberto Barbosa/foto reprodução)